"Boas Pessoas" está em cena no Teatro Aberto em Lisboa e eu fui conferir este fim de semana. Tinha prometido a uma amiga levá-la ao teatro para ter a sua primeira experiência e escolher uma peça que nunca vimos nunca é fácil, queria que ela adorasse e que perdesse a 'virgindade' em grande. A escolha não podia ter sido mais perfeita, "Boas Pessoas" é uma excelente peça de teatro, com uma grande produção, um bom texto e com muito dinamismo entre as transições de cena.
Foram gargalhadas até virem as lágrimas aos olhos e também algum drama que faz-nos reflectir sobre a vida, o nosso quotidiano. A peça fala-nos de uma mãe solteira Margarida interpretada brilhantemente pela Maria João Abreu, que fica sem trabalho e devido a idade com poucas probabilidades de arranjar um novo tão cedo, encontros e desencontros, classes sociais distintas e uma vida muito bairrista. A actriz Sílvia Filipe esteve excelente no papel que desempenhou e graças a ela escorreram-me lágrimas de tanto que me ri.
Com um elenco de luxo; Maria João Abreu, Leonor Seixas, Irene Cruz, Sílvia Filipe, Pedro Laginha e Luís Lucas Lopes. Sem deixar de referir os momentos de transição entre as cenas com os coelhinhos e os jogos de luzes que apimentaram a peça.
E o melhor de tudo, a amiga adorou!
Vão ao teatro, saem de lá de alma lavada! Miss Margot
Estes foram os livros que recebi neste último Natal, enriqueceram a minha estante e vão-me fazer companhia ao longo deste ano de 2016.
Boas leituras,
Miss Margot
A mais recente revista à portuguesa do La Féria é A República das Bananas que traz-nos também uma pitada do Brasil.
Confesso que achei as piadas um pouco repetitivas em relação às outras duas revistas, achei algumas coisas já demasiado vistas e espero que ele volte a trazer ao Teatro Politeama peças como a Judy Garland ou Uma Noite em Casa de Amália.
O que é sempre ímpar é a grandiosidade dos seus espectáculos, com excelentes produções e cenários megalómanos que não ficam nada a desejar nas Broadways de lá fora.
Nesta revista sobressai-se a grande Anabela nos seus momentos musicais e também gostei muito de ver Paula Sá, A dupla Bruna Andrade e Patrícia Resende são maravilhosas, com uma graça que parece muito natural.
E foi duro ter que aguentar quase 3 horas de revista.
Homenagem a Carmen Miranda, as diferentes prostitutas e um passeio por Lisboa.
Paródia sobre a família real britânica e a Anabela a cantar o fado.
Vão ao teatro, apoiem os artistas nacionais.
Bons espectáculos,
Miss Margot
O livro "O Menino Que Sonhava Chegar à Lua" de Sally Nicholls traz-me nos a história de Sam, um rapaz de 11 anos que tem leucemia em fase terminal.
Através de uma escrita do género de um diário podemos acompanhar os pensamentos, os desejos, as perguntas e outras questões sobre o ponto de vista de Sam.
Dentro do género não é o meu preferido de todo, compreendo que o objectivo era a escrita representar um menino de 11 anos a falar sobre tudo o que lhe rodeia, mas faltou drama, intensidade e desenvolvimento à história. Por vezes a sensação que dá é que textos soltos, alguns tópicos e rascunhos que foram compilados num livro.
A segunda metade do livro é melhor que a primeira devido claro ao prolongar da doença, não conseguiu arrancar-me uma lágrima mas não deixou de emocionar-me numa ou outra passagem.
Boas leituras,
Miss Margot
O primeiro filme do ano que decidimos ir ver ao cinema muito por insistência minha foi a "A Rapariga Dinamarquesa" que retrata a primeira pessoa que foi submetida a uma mudança de sexo, uma história inspiradora baseada em factos reais, mas o filme é mais que isso, muito mais que isso...
Não sei como explicar por palavras a beleza deste filme, uma história verdadeiramente inspiradora, comovente e incrivelmente bem interpretada pelo brilhante e talentoso actor Eddie Redmayne que deu à personagem uma excepcional sensibilidade, delicadeza e ingenuidade, sem cair no exagero ou no ridículo, conseguiu passar a mensagem da angústia e todas as questões psicológicas de ter nascido no corpo errado.
Um retrato da transexualidade no final dos anos 30, uma mulher que nasceu no corpo de um homem que se tornou pintor e famoso pelo seu ofício e que todos os dias tem de desempenhar um papel que não a define. Não podemos deixar de referir a actriz Alicia Vikander que dá a vida à mulher de Einar/Lili, que consegue estar mais do que à altura do desafio com a sua marcante representação, segue todo o processo doloroso de perder o seu marido e ser o apoio incondicional da sua transformação.
Acho que merece sem dúvida ir aos Óscares e estou a torcer pelos prémios de melhor actor e de melhor actriz porque sem dúvida que seriam bem entregues. E estou com curiosidade em ler também o livro com o mesmo nome.
A verdadeira Lili Elbe e a personagem do filme.
Recomendo!
Miss Margot
Feliz Ano Novo
Após a desilusão de ter perdido 3 plantas por causa do calor na semana que tive de férias tinha decidido não comprar mais nenhuma tão depressa mas hoje tive a surpresa da sogra que comprou-me um pack de 6 plantas na minha loja habitual O Meu Amor É Verde. Desta vez tomilho-limão, segurelha, oregãos, hortelã-ananás, pimenta malagueta e erva cidreira.
Viva a sua casa!
Miss Margot
A leitura mais recente foi o "Dolci di Love" da autora Sarah-Kate Lynch e foi uma verdadeira e deliciosa viagem pela Toscana na bela Itália.
A história é-nos contada por duas perspectivas que acabam por se cruzar mais tarde: a da Lily que descobre num sapato de golfe do marido uma foto de uma mulher com duas crianças e ele mesmo na foto, Lily percebe que as viagens do marido a Itália não eram só a trabalho, ele tinha outra mulher e pior que isso ele tinha filhos com essa mulher, uma mágoa difícil de digerir porque ela própria não podia os ter; E a perspectiva das irmãs gémeas italianas de 80 anos e viúvas, Luciana e Violetta, que tem uma liga secreta de viúvas que ajudam a curar corações partidos arranjando-lhes um novo amor.
Uma história cheia de amor, com muito humor à mistura, um pouco de drama sobre as relações, sobre a falta de comunicação, as mágoas, a distância e os encontros e desencontros. Todas as relações são complexas como bem mostra esta história, apesar dessa complexidade não precisam de ser impossíveis. Lily viaja para a Toscana em busca de respostas do marido e é uma viagem que vai mudar toda a sua vida.
Eu adorei do principio ao fim, apesar do final ser para mim demasiado utópico (eu gosto de um belo drama), as personagens são muito diversificadas e eu gosto da Lily, as irmãs viúvas e da "viúva" irreverente Fiorella que vem desafiar as regras. É uma leitura muito leve, que se lê muito bem e devora-se muito rápido.
Recomendo, boas leituras.
Miss Margot
Já tinha visto este espectáculo antes mas desta vez fui ver com um repertório musical diferente que passou pelos 80 anos de teatro de revista e dos 150 anos do cinema musical português e contou com a presença em palco da Susana Félix, FF, Yola Dinis e Henrique Feist no Casino do Estoril.
Já saiu de cena mas ficou gravado na memória mais um belo espectáculo que nos encheu as medidas e ficamos muito satisfeitos por apoiar as artes do espectáculos em Portugal, apoiar os nossos artistas que bem precisam. "Um país sem cultura é um país sem identidade,"
Vão ao teatro, sabe tão bem e saem de lá de alma lavada,
Miss Margot
Este fim de semana fizemos algo que já não acontecia há algum tempo, experimentar um novo restaurante. Devo confessar que no que se trata de comida gostamos da nossa rotina de ir aos sítios que gostamos, mas sabe muito bem conhecer espaços novos, sair um pouco da zona de conforto.
Já tínhamos ouvido falar do The Smokery e andávamos adiar a sua visita, aproveitámos que íamos ver um espectáculo, havia um a caminho e lá fomos.
Fomos ao Oeiras Parque e eu decidi optar por uma sandes de carne de vaca acompanhada de batatas fritas e molho de mel e mostarda (7,5€ com bebida), a sandes era maravilhosa com carne estufada que tinha muito sabor (menos de pimenta não fazia mal nenhum) e as batatas... ai as batatas eram uma perdição, adorei aquelas ervas que colocaram e mergulhá-las naquele molho divino de mel e mostarda tornou tudo muito pecaminoso. O marido optou por um prato que levava salada coleslaw, as mesmas batatas que as minhas, o arroz aromático de jasmim e carne de porco estufada (8€ com bebida), o prato é muito bem servido e não deixa ninguém com fome, a carne não é tão saborosa como a de vaca (mas acho que também é uma questão de gosto) e o arroz parecia um pouco artificial. Decidimos acabar a refeição com uma sobremesa por mais 1€ que foi o elo mais fraco da noite, um género de leite creme com uma calda de maracujá por cima, muito artificial, muito doce.
Recomendo, eu gostei muito e quero repetir a experiência.
The Favorite was my favorite short story of the saga The Selection.
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I don't know where to start. I didn't know what the book was about and I like to be surprised. When I started reading and saw that it was the story of a girl with cerebral palsy and a boy with severe OCD and socially inept, I soon realiz...
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We can s...
3,5
This book brings us two stories, the Roberta in current times and the story of her grandmother Dorothea passed in the second war.
It's a beautiful book, but ends up losing some charm due to move back and forth in history. We were los...