Mrs. Margot
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    Já não ia ao teatro há muito tempo, tempo demais porque eu adoro e faz-me falta, assistir a uma boa peça ao vivo faz maravilhas à minha alma que sai sempre lavada, repleta e serena, tal como esta peça me fez.
    Assim que ouvi e li sobre o novo musical do Filipe La Féria sabia que queria muito ir ver e posso dizer que ele está finalmente de volta, depois de ter vistos algum teatro revista e outros espectáculos ao género Las Vegas pouco entusiasmantes, finalmente ele voltou com um musical digno de broadway, com uma vibe meio Les Miserábles.
    "Severa - A Mãe do Fado", conta a história de uma mulher bairrista e cigana, moradora num dos bairros de Lisboa onde a fama não era a melhor, era onde se juntavam as prostitutas, os criminosos, pobres e indigentes... Severa era mulher da vida mas também era fadista, considerada a criadora do fado lisboeta, o fado a música que a elite ignorava e o povo aclamava. Esta é a história de um povo, do povo português e da cidade de Lisboa, um espectáculo que certamente conseguirá estar anos em cena, estava com muitos turistas e isso é bonito de se ver, até porque o espectáculo está legendado em inglês, francês e espanhol.


    A personagem Severa é interpretada por duas artistas diferentes pela cantora e actriz Anabela e pela fadista Filipa Cardoso e eu estava a torcer para me calhar na noite que fui ver a Filipa Cardoso e foi o que aconteceu, ela tem alma de fadista, bairrista, tem aquele "ginete", o "pelo na venta", ela vestiu maravilhosamente o personagem, eu imagino uma Severa tal como ela interpretou... mas tenho curiosidade de ver com a Anabela, mais tarde quero conferir com faz ela o personagem.


    Tenho que destacar o Filipe Albuquerque, vi este rapaz a começar a trilhar este caminho nos espectáculos do La Féria e ele tem evoluído bastante, neste espectáculo ele faz o Custódia, um pobre indigente e enjeitado, um personagem maravilhoso, com canções lindas, a bonita voz dele transmite uma enorme emoção... que eu fui às lágrimas. 

    Este espectáculo tem de tudo um pouco, comédia, drama, romance, músicas lindas, um cenário ENORME (como já é conhecido o La Féria), é uma peça muito bem escrita, muito bem conseguida, ele atingiu aqui um género de perfeição. Nunca assisti a harmonias em coro tão perfeitas como este espectáculo e a nível visual está perfeito.

    Há vários momentos engraçados como os da taberna em que o João Frizza e a Yola Dinis interpretam os seus donos, também encontramos um pouco de história de Portugal sem ser maçador, onde Yola Dinis interpreta a rainha D. Maria II. 



    Recomendo vivamente que vão assistir a este maravilhoso espectáculo, não se vão arrepender, é dos melhores musicais portugueses nos últimos tempos, de grande qualidade artística. 


Vão ao teatro!
Bons espectáculos! =)
Mrs. Margot

    Neste sábado fui assistir com o namorado ao espectáculo "Balas e Purpurinas" - O Lado B da Eurovisão no Casino do Estoril e que quem tiver interesse em ir, vai estar em cena até 29 de Abril, para quem gosta da Eurovisão, para quem tem interesse em conhecer ou só para quem quer passar um bom momento com algumas músicas a trazer momentos nostálgicos, não perca a oportunidade porque vale muita pena.

     Eu sou um grande fã e seguidor da Eurovisão, muitos desconhecem a importância e a grandeza deste grande festival de música e o bom deste espectáculo é que mostra que a Eurovisão é mais do que um simples festival, envolve muitas questões políticas, polémicas, guerras, manifestações, entre outras questões.


    No elenco principal desta peça de teatro musical podemos encontrar: Henrique Feist, Dora, Valter Mira, Catarina Pereira, Augusto Gonçalves.


SINOPSE
    A pouco tempo de Portugal receber o Festival Eurovisão, Henrique Feist, cantor, actor e encenador, desvenda o outro lado do festival que poucos conhecem.

    Num espectáculo original, Henrique Feist, após o sucesso de bilheteira do seu último espectáculo sobre os anos 60, promete levar novamente o público numa viagem ao passado:

    Uma viagem pela história da Eurovisão, focada também muito no aspecto histórico e político porque, para além da componente de espectáculo e entretenimento, o festival tem uma grande carga política. (Henrique Feist)

    A partir do dia 29 de Março até ao dia 29 de Abril, no Auditório do Casino Estoril, a história, factos, acontecimentos, o lado B do Festival Eurovisão será desvendado, num espectáculo maravilhoso, cantado e tocado ao vivo.




    Começando na década 50 e atravessando os tempos até ao ano actual vai sendo nos contado a história da Eurovisão, as polémicas, os ambientes políticos e ao mesmo tempo vamos sendo adocicados com as canções que passaram pelo festival, foram momentos super deliciosos de recordar algumas canções bem icónicas cantadas e tocadas ao vivo. A par disso também podemos contar com um texto recheado de humor, um espectáculo tão bom e bem disposto que quando chega ao fim fica apenas o gosto de quero mais, nós ficávamos facilmente mais 1 hora assistir. 

    
    Já tinha saudades de ir ao teatro, algo que adoro fazer e que nestes últimos anos tenho dado mais prioridade do que as idas ao cinema, adoro a maneira como a minha alma fica lavada, leve, relaxada, rica depois de cada peça de teatro, já estou de olho em mais duas peças que espero ver muito em breve. 


Vão ao teatro e bons espectáculos! =)

    Mal soube que este musical ia estrear eu fiquei logo entusiasmado para ir assistir, Simone de Oliveira é somente uma das minhas maiores referências, das pessoas que mais admiro neste país e criarem um musical que homenageia a sua vida e os seus 60 anos de carreira enquanto ainda está viva e de boa saúde, acho uma ideia maravilhosa e para ser perfeito, ela está presente no palco durante todo o espectáculo cantando e representado ao lado de um elenco muito talentoso. Foi tão bonito ver uns 10 minutos de aplausos seguidos no final.


Elenco: Simone de Oliveira, FF, José Raposo, Maria João Abreu, Marta Andrino, Pedro Pernas, Ruben Madureira, Salvador Nery, Sissi Martins, Soraia Tavares
Produção: UAU
Local: Teatro Tivoli BBVA - Lisboa

Sinopse:
    Amada por todos, Simone de Oliveira é sinónimo de força, autenticidade e coragem. Artista completa, na sua carreira abraçou mais de sete ofícios, fazendo sempre frente aos desafios que a vida lhe lançou. Sem temer, ou temendo muito, desbravou caminhos e fez-se ouvir numa sociedade adversa às mulheres com voz.
    Foi jornalista, locutora de continuidade, apresentadora de concursos e programas de televisão e rádio quando a voz, possante e enérgica, a fintou. Lutou e sobreviveu; regressou às canções que a notabilizaram, aos poetas controversos a cuja obra cedeu a alma, aos palcos que a amavam como cantora e actriz, ao público que aplaudia a Artista e a Mulher.
    Aos 79 anos, Simone de Oliveira ainda tem sonhos por concretizar e muitas memórias para partilhar. A partir de temas icónicos como “Desfolhada”, “Sol de Inverno”, “Esta Palavra Saudade” e “Tango Ribeirinho”, Simone vai desvendar-se e, mais uma vez, entregar-se publicamente pelo que acredita, pelo que sente como destino, pelo que a torna um exemplo acarinhado por todos os portugueses.
    Mas, Simone, O Musical é muito mais que um musical em nome próprio, onde a sua história, recheada de personagens como Varela Silva, Ary dos Santos, Carlos do Carmo e David Mourão Ferreira, é pautada pela música e humor.

 
Olá, o meu nome é Simone e canto cantigas!

    Como fã que sou da Simone, não consigo expressar palavras para descrever este espectáculo que estejam verdadeiramente à altura da beleza do mesmo.
    É uma peça muito bem humorada, cheia de sentimentos, acho que o principal é isso, esta peça faz-nos SENTIR, eu posso dizer que ri muito, chorei muito, arrepiei-me e foi tudo tão bom que não me importava nada de ter ficado mais 1 hora assistir à vida da Simone, saí de lá feliz. 



    A representar uma Simone mais jovem, aquela dos tempos do Festival da Canção, das inúmeras polémicas numa altura em que Portugal vivia uma ditadura e não se tinha liberdade para nada, Sissi Martins que eu conhecia de nome e sabia do seu talento para o teatro musical, mas que mesmo assim me surpreendeu bastante, esta "miúda" é GRANDE! 


    Depois numa fase mais avançada quando a Simone se depara com a perda da sua voz, com alguns problemas de saúde, o afastamento das cantorias para trabalhar noutras áreas, essa fase é representada pela actriz Maria João Abreu, que a meu ver o faz na perfeição.




    O principal elenco é maravilhoso, mas o restante não fica atrás, eu fiquei agradavelmente surpreendido com a voz da actriz Marta Andrino, que me fez chorar por duas vezes! E todos os restantes jovens que cantaram e encantaram! De destacar também o Ruben Madureira que faz um fã com um sotaque do norte que me arrancou várias gargalhadas. 


    Se tiverem a oportunidade de ir ver não percam, eu tenho muita pena que se tenha perdido muito aquela cultura de ir ao teatro, as pessoas não imaginam o quão bom é, eu saio sempre destes espectáculos de alma lavada, com o coração cheio e muito mais rico enquanto pessoa.
    Esta peça vai estar em Lisboa até 5 de Novembro, o pessoal do norte vai ter a oportunidade de ver no Coliseu do Porto nas datas 10 e 11 de Novembro e o pessoal do centro no CAE da Figueira da Foz a 17 e 18 de Novembro.




Bons espectáculos! =)


    Este fim de semana aproveitei para ir ao Casino de Lisboa com o namorado para ver uma peça que eu tinha muita curiosidade, infelizmente não tive a oportunidade de a ver há uns anos atrás e quando soube que ia ser reposta com uma nova versão tinha mesmo que ir ver e como não tenho termo de comparação com a anterior, não sei se foi melhor ou pior.


    Com Joaquim Monchique no papel principal.
    Elenco: Luís Mascarenhas, Joel Branco, Tiago Aldeia, Rita Tristão da Silva, Rui Andrade, Diogo Mesquita, Bruna Andrade e Leonor Biscaia.
    Local: Casino de Lisboa
    Datas: Até 30 de Abril

Sinopse:
    A mãe de família e dona de casa mais desesperada da Baixa da Banheira e de Portugal está de volta nesta nova versão de Mais Respeito Que Sou Tua Mãe. Esmeralda Bartolomeu continua a sua luta pela sobrevivência no caos de um seio familiar onde tem de lidar com um marido desempregado que só tem apego a futebol; um sogro de 80 anos tão ou mais adicto à marijuana que o seu filho mais novo; uma filha adolescente com um comportamento sexual mais desenvolvido (e desenvolto) que o seu; e um filho mais velho que é gay, e depois deixa de ser… e depois volta a ser… e depois deixa de ser outra vez!

    Joaquim Monchique é Esmeralda Bartolomeu e assina, também, a encenação e adaptação de uma das peças de maior sucesso na Argentina, de autoria de Hernán Casciari. Aquando da sua estreia em 2010, Mais respeito que sou tua mãe, foi um êxito de bilheteira em Portugal e foi visto por mais de 35 mil espectadores.
_________________

    Como disse anteriormente, como não vi a primeira versão não tenho termo de comparação, mas na verdade eu tinha expectativas muito altas em relação a esta peça e devo confessar que esperava um pouco mais do texto, ficou um pouco aquém daquilo que eu estava à espera. 
    Tirando isso, a peça é leve e com uma grande pitada de humor e umas boas alfinetadas, fala sobre assuntos da actualidade como as redes sociais, os reality shows e todas as outras questões sobre os conflitos familiares, o trabalho e o dinheiro.
    Esta é daquelas peças capazes de nos arrancar umas boas gargalhadas, aquela bela expressão "de chorar a rir" aplica-se a 100%. é sem dúvida um momento bem passado e saímos de alma lavada, como é de curta duração nem damos pelo tempo passar.   
    Joaquim Monchique, do qual eu sou fã, tem uma mestria em encarnar personagens e nos fazer rir, faz o papel da Mãe desta família de uma maneira muito convincente.
    Sublinho também os seus "filhos" que fizeram muito bem cada um o seu papel fazendo-nos reflectir sobre vários assuntos do quotidiano, a maneira de ser e estar desta nova geração. Confesso que não gostei muito da "conversão" de um dos personagens... Mas pronto. (E não vou falar do colírio para os olhos que foi ver o Rui Andrade mais despido que vestido :p)
    Se querem passar um bom serão, com alegria e boa disposição (rima e parece um anúncio :p), a peça vai estar em cena até ao final deste mês de Abril no Casino de Lisboa, esta família da Baixa da Banheira lá vos espera.

Vão ao teatro! =)



    Título: Avenida Q
    Com: Ana Cloe, Diogo Valsassina, Gabriela Barros, Inês Aires Pereira, Manuel Moreira, Rodrigo Saraiva, Rui Maria Pêgo, Samuel Alves, Artur Guimarães, Luís Neiva e André Galvão.

    Sinopse:
    AVENIDA Q é o musical mais estúpido e genial de todos os tempos - uma Rua Sésamo em esteróides, que junta à estética Muppets uma linguagem tão adulta, que só funciona mesmo porque a vida é uma longa marcha de tédio em direção à campa. Ah, e porque as músicas são bestiais.
    A história acompanha LUÍS, um recém-licenciado cheio de esperanças, PAULA (a porca), FÉLIX (o gay no armário) e TREKKIE (o tarado) entre outros. Juntos, tentam encontrar um propósito na vida e falam sobre os temas existenciais que nos afetam a todos, num espetáculo inovador que mudou a Broadway e apaixonou os espectadores.
_____

    Ontem foi dia de ir cultivar a alma, fomos ver pela primeira vez o musical "Avenida Q" no Teatro da Trindade em Lisboa, o marido tinha oferecido os bilhetes como prenda do dia dos namorados.
    É difícil escrever algo sobre esta peça, parece que qualquer elogio que diga será sempre pouco para aquilo que assistimos, foi muito bom e já há muito tempo que não assistíamos a um espectáculo tão bom, que seja um bom equilíbrio entre o humor e o drama. Uma peça que através da boa disposição nos coloca a todos a fazer uma reflexão sobre diversos assuntos. 
    Momentos musicais muito bons, divertidos, com personagens maravilhosas, que nos levam da gargalhada à emoção, actuações acompanhadas pelos lindos marretas, bem ao género de Rua Sésamo. Uma brilhante adaptação.
    Fiquei com vontade de ir assistir uma segunda vez e gostava que prolongassem a peça, porque merece e vale muito a pena, para não falar que a sala estava cheia, com todo o mérito. 


    Não se vão arrepender de ver esta série, vão sair de lá mais leves.

Vão ao teatro! =)

    

    No domingo tive a oportunidade de ir assistir ao novo musical dos Feist no Casino do Estoril, "Quase Normal" (Next to Normal) é uma peça adaptada pela ArtFeist Produções Artísticas.

Interpretação:
- Lúcia Moniz, Henrique Feist, Mariana Pacheco, Valter Mira, André Lourenço e Diogo Leite

Sinopse: 
    Next to Normal – “QUASE NORMAL” é um musical rock escrito por Brian Yorkey e com música de Tom Kitt. Entre os ingredientes principais de um musical que vão desde a comédia ao drama, conta a história de uma mãe que luta contra a sua bipolaridade e os efeitos que esta doença e as tentativas da sua cura tem sobre a família. O musical também se debruça sobre outras temáticas como a perda, suicídio, uso de drogas, as éticas da psicologia moderna e o submundo da vida suburbana. O musical estreou-se Off Broadway em 2008 e venceu o prémio dos Outer Critics' Circle Award para Best Score (Melhor Partitura) bem como duas nomeações para os Drama Desk Awards nas categorias de Melhor Actriz e Melhor Partitura.. Após a sua temporada Off-Broadway, foi apresentado na Arena Stage em Washington até finalmente chegar à Broadway em 2009.
    Foi nomeado para 11 Tonys vencendo 3 – Melhor Partitura, Melhor Orquestração e Melhor Actriz.     Venceu também o Prémio Pulitzer para Drama em 2010 sendo o oitavo musical de sempre a receber esta honra.
    É unanimemente considerado um “poderoso musical rock que lida com questões de doenças mentais numa família suburbana, alargando assim a panóplia de assuntos que podem ser explorados em musicais”

    O musical "Quase Normal" retrata a vida de uma família envolvida na doença mental, bipolaridade, de Diana (Lúcia Moniz) e na tentativa da cura da mesma. Uma doença que teve o seu despoletar depois da morte do seu filho Gabe (Valter Mira) e que afectou a relação de Diana e Dan (Henrique Feist). Natalie (Mariana Pacheco) nasceu num seio de uma família arrasada pela perda e nunca conseguiu sentir-se amada, visível para a mãe, nem com todos os esforços de ser uma filha e aluna exemplar.
    Henry (André Lourenço) entra na vida de Natalie para tentar dar-lhe luz na escuridão em que se encontra, mas duas almas perturbadas podem não conseguir ajudar-se mutuamente e para Natalie nunca será fácil deixar ser-se amada e amar.
    O Dr. Madden (Diogo Leite) tenta diversos tipos de tratamentos para tentar melhor o estado actual de Diana, passando da típica medicação à possibilidade de choques eléctricos.
    Um musical que tem todos os ingredientes de um excelente espectáculo da Broadway, nós rimos, choramos e sobretudo reflectimos. Um ambiente assim ao género de Rent, um musical com um pouco de rock à mistura!
    Adorei cada momento da peça, posso dizer que ri e que me emocionei em diversos momentos, é sempre muito bom ver um espectáculo cantado e tocado ao vivo, com excelentes vozes, excelentes interpretações, bem encenado e com uma qualidade digna da Broadway, saí do espectáculo a sentir-me de alma lavada e com vontade de ver de novo.
    De destacar as interpretações da Lúcia Moniz e da Mariana Pacheco, que não era surpresa nenhuma para mim que eram excelentes actrizes mas superaram todas as expectativas como actrizes num musical. E o Valter Mira, que eu confesso que não conhecia mas que adorei toda a expressão corporal, a interpretação e tem uma voz muito bonita.
    De 0 a 10? 10 estrelas! Em Portugal faz-se coisas muito boas e temos muito talento, pena que nem sempre as pessoas dêem o devido valor.

 

Vão ao teatro! E aproveitem para ver esta peça, vão gostar!


    Ontem foi dia de ir ao teatro, faz-me sempre tão bem, a energia do teatro deixa-me sempre de alma lavada e enche-me o coração. O que me entristece é ter ido a uma peça que acabou de estrear e a sala estar só um quarto ocupada, entristece-me ver que as pessoas não vão ao teatro e não há desculpa dos preços, da localização, nada é desculpa. "A Mãe Biológica de Marilyn Monroe" é uma peça muito em conta e com metro ao lado.

Foto da minha autoria
    A peça "A Mãe Biológica de Marilyn Monroe" está em cena no Teatro Armando Cortez até 30 de Outubro, com as três actrizes Maria Emília Correia, Núria Madruga e Sara Salgado.

Sinopse:
    Marilyn Monroe chega uma noite a Gainsville, na Flórida, à casa onde a sua mãe biológica, Gladys Baker, uma mulher mentalmente enferma, vive na companhia de uma cuidadora, a jovem Lydia Martinez. Estamos no Verão de 1962, pouco tempo antes da morte da diva do cinema.
    O jogo das identidades entre estas três mulheres deflagra diante de nós e descobrimo-nos a testemunhar um evento cénico que nos seduz num crescendo emocionante de enigmas que aguardam resolução.
    E se a morte de Marilyn Monroe estivesse relacionada com o assassinato do Presidente John Kennedy?
    E se a mãe de Marilyn Monroe não fosse a verdadeira mãe da diva do cinema?
    E se o que você estivesse a ver não fosse exactamente o que parece ser…?
_________


    Uma peça que fala sobre a mãe de Marilyn Monroe (Núria Madrugada), a Gladys Baker (Maria Emília Correia) que vive com a sua empregada (que não me lembro o nome) interpretada pela Sara Salgado.

Foto da minha autoria.
    Gladys foi outrora uma mulher muito bonita que trabalhou também ela no mundo do cinema, através da manipulação de películas e muito cedo começou a sofrer de esquizofrenia, tendo uma relação com a filha muito bipolarizada. Marilyn sentiu que teve uma infância infeliz e essa infelicidade perseguiu-a até à data, sentia-se sozinha. Entre mãe e filha vão se desfiando conversas sobre a infância de Marilyn, os amores e desamores e por fim as teorias sobre a morte da grande diva da América.
    E pensamos que sabemos o que vamos ver e do que a peça se trata, mas perto do final tudo se revela bem diferente e ficamos a saber que nem tudo o que parece é na verdade e que há verdades que muito provavelmente vão ficar subentendidas. Não posso dizer muito mais senão estragaria a surpresa a quem tiver tensões de ir ver.
    Devo dizer que gostei muito do cenário, achei muito bonito, elegante e com um toque de bom gosto, requinte e glamour, adorei a interpretação das três actrizes que confesso que para mim foi o que me levou a gostar mais da peça, visto que achei o texto um pouco pobrezinho. Já o marido adorou e saiu de lá a dizer mil e uma maravilhas, ainda bem que o convenci a irmos ver.


    E por favor numa última nota, não deixem de ir ao teatro!!! Quem nunca foi, experimente e veja se gosta da experiência! A todos os que têm oportunidade por favor apoiem os artistas, assistam as peças que acharem mais interessantes, não deixem o teatro morrer e acreditem que há peças que vos podem surpreender verdadeiramente.
Ide ao teatro!



    Andei adiar, adiar e quando vi que era o último fim-de-semana de GOD no Casino de Lisboa, fui a correr comprar bilhetes, no Domingo lá fui ver com uma amiga e o marido, o Joaquim Monchique no papel de Deus.

    Escusado será dizer que adorei, já sentia falta de ir ver uma peça que me fizesse rir ao ponto de ficar de lágrimas nos olhos. Gostei do texto e devo dizer que para quem é inteligente e percebeu a sátira da peça, era com cada alfinetada que cada vez que eu desatava a rir tinha que olhar para as pessoas em volta para perceber se alguém tinha ficado ofendido, em algumas situações havia umas velhotas abanar a cabeça o que só me fazia rir mais.

    Gostei dos novos 10 mandamentos que o senhor Deus, criador do céu e da terra nos apresentou, apesar de algumas piadas terem ficado ali no limiar do mau gosto (da filha da Bibá Pitta e o paquistanês, por exemplo), o que é certo é que naquele contexto e com a maestria do Monchique, conseguimos rir das situações.
    Um dos melhores momentos para mim foi o da Maria Lisboa, o que eu me ri até não poder mais, nunca mais vou esquecer a sua rata!
    E aquela última frase? Fechou com chave d'ouro para uma pessoa reflectir.

    E Deus não vem só, vem acompanhado do Anjo Miguel e do Anjo Gabriel pelos actores Rui Andrade e Diogo Mesquita.


    Uma comédia divinal!

 Que Deus lhe abençoe!
Vão ao teatro, saem de lá mais ricos!
Mrs. Margot















   "Boas Pessoas" está em cena no Teatro Aberto em Lisboa e eu fui conferir este fim de semana. Tinha prometido a uma amiga levá-la ao teatro para ter a sua primeira experiência e escolher uma peça que nunca vimos nunca é fácil, queria que ela adorasse e que perdesse a 'virgindade' em grande. A escolha não podia ter sido mais perfeita, "Boas Pessoas" é uma excelente peça de teatro, com uma grande produção, um bom texto e com muito dinamismo entre as transições de cena.
   Foram gargalhadas até virem as lágrimas aos olhos e também algum drama que faz-nos reflectir sobre a vida, o nosso quotidiano. A peça fala-nos de uma mãe solteira Margarida interpretada brilhantemente pela Maria João Abreu, que fica sem trabalho e devido a idade com poucas probabilidades de arranjar um novo tão cedo, encontros e desencontros, classes sociais distintas e uma vida muito bairrista. A actriz Sílvia Filipe esteve excelente no papel que desempenhou e graças a ela escorreram-me lágrimas de tanto que me ri.
   Com um elenco de luxo; Maria João Abreu, Leonor Seixas, Irene Cruz, Sílvia Filipe, Pedro Laginha e Luís Lucas Lopes. Sem deixar de referir os momentos de transição entre as cenas com os coelhinhos e os jogos de luzes que apimentaram a peça.
   E o melhor de tudo, a amiga adorou!
























Vão ao teatro, saem de lá de alma lavada!
Miss Margot
   A mais recente revista à portuguesa do La Féria é A República das Bananas que traz-nos também uma pitada do Brasil.
   Confesso que achei as piadas um pouco repetitivas em relação às outras duas revistas, achei algumas coisas já demasiado vistas e espero que ele volte a trazer ao Teatro Politeama peças como a Judy Garland ou Uma Noite em Casa de Amália.
   O que é sempre ímpar é a grandiosidade dos seus espectáculos, com excelentes produções e cenários megalómanos que não ficam nada a desejar nas Broadways de lá fora.
   Nesta revista sobressai-se a grande Anabela nos seus momentos musicais e também gostei muito de ver Paula Sá, A dupla Bruna Andrade e Patrícia Resende são maravilhosas, com uma graça que parece muito natural.
   E foi duro ter que aguentar quase 3 horas de revista.




Homenagem a Carmen Miranda, as diferentes prostitutas e um passeio por Lisboa. 
Paródia sobre a família real britânica e a Anabela a cantar o fado.
Vão ao teatro, apoiem os artistas nacionais.
Bons espectáculos,
Miss Margot

   Já tinha visto este espectáculo antes mas desta vez fui ver com um repertório musical diferente que passou pelos 80 anos de teatro de revista e dos 150 anos do cinema musical português e contou com a presença em palco da Susana Félix, FF, Yola Dinis e Henrique Feist no Casino do Estoril.
  Fomos transportados pela cidade de Lisboa, bela e antiga com todo o seu charme, ouvimos os fados, as marchas e outras tais que nos deixaram de sorriso no rosto e o brilho nos olhos da nostalgia.  

























 


 

 

   Já saiu de cena mas ficou gravado na memória mais um belo espectáculo que nos encheu as medidas e ficamos muito satisfeitos por apoiar as artes do espectáculos em Portugal, apoiar os nossos artistas que bem precisam. "Um país sem cultura é um país sem identidade,"

Vão ao teatro, sabe tão bem e saem de lá de alma lavada,
Miss Margot
   No dia 8 tive a oportunidade de realizar um sonho de longa data, poder assistir ao vivo um concerto da Simone de Oliveira em nome próprio.
   Simone que cresci a ouvir-la cantar e foi com emoção que assisti a esta grande senhora que tanto deu ao nosso país e que por vezes as pessoas esquecem-se destes artistas como se o tempo lhes tirasse o valor, em vez desse mesmo ser cada vez mais acrescido.
   Houve alguns convidados musicais, ouviram-se cantigas que todos conheciam bem, ouviram-se os temas do último disco lançado há dois anos e que não houve nenhuma rádio que tivesse a dignidade de passar a sua música. Falamos de alguém com 58 anos de carreira.
   E houve choro, quando Simone cantou o tema "Vida", o meu preferido do mais recente álbum.



























Simone de Oliveira com Camané

Simone de Oliveira com FF

Simone de Oliveira com Marisa Liz (vocalista dos Amor Electro)

Sejam felizes!
Miss Margot
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Tiago Cripton Marques
Lisboa | Portugal
Fashion Designer / Couturier
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Mrs. Margot foi uma personagem fictícia criada para este blogue, inspirada no papel do Robin Williams no filme Mrs. Doubtfire.

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Amy & Matthew
by Cammie McGovern
I don't know where to start. I didn't know what the book was about and I like to be surprised. When I started reading and saw that it was the story of a girl with cerebral palsy and a boy with severe OCD and socially inept, I soon realiz...
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A Sereia
really liked it
A Sereia
by Kiera Cass
I think America is a more complete character and win my preference in relation to Kahlen, but I like her too. I always loved mermaids, I can say I really enjoyed this book, but I'd like that history was a little more developed. We can s...
tagged: ebook and young-adult
Mrs. Sinclair's Suitcase
really liked it
Mrs. Sinclair's Suitcase
by Louise Walters
3,5 This book brings us two stories, the Roberta in current times and the story of her grandmother Dorothea passed in the second war. It's a beautiful book, but ends up losing some charm due to move back and forth in history. We were los...
tagged: ebook
The Queen
liked it
The Queen
by Kiera Cass
This story explains a lot about the King Clarkson behavior, but brings us a Queen so submissive that is difficult we like her.
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