Mrs. Margot
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    No mês passado, Fevereiro, durante a época de São Valentim, fui realizar um dos meus sonhos que era ir à Disneyland Paris e só posso dizer que foram 3 dias bem intensos, preenchidos e como me tinha desiludido um pouco com Paris, desta vez tinha ido com as expectativas baixas, mas superou tudo o que eu tinha imaginado, é de verdade um local mágico, bonito, em cada canto encontramos referências a clássicos da Disney que um verdadeiro fã percebe... Senti-me realizado e feliz.

    Vou partilhar um pouco do que lá vivi, sim, só um pouco, porque teria uma centena de fotos para partilhar, fizemos muita coisa, 3 dias a ir de manhãzinha para o parque e sair de lá só no fecho do parque.


    Adorei tudo, gostei de ver os castelos e as casas das princesas Disney, o castelo é sem dúvida das coisas mais bonitas, sobretudo quando começa a escurecer. Gostei muito dos espectáculos, que vão mudando consoante a temporada, como foi no inverno, havia muito o Frozen como tema, gostei do musical Frozen, da parade Frozen e a Disney Parade que traz ao de cima a criança que há em nós.
    O meu momento preferido foi sem dúvida o espectáculo de iluminação no castelo disney, acontece sempre 1 hora antes do parque fechar e é simplesmente lindo, mágico, junta a iluminação, com a água, os fogos de artificio, enquanto ouvimos músicas da disney... Vale muito a pena, eu acabei por me emocionar quando passaram a música da Celine Dion com as imagens do filme live action Beauty and the Beast.


    Confesso que não gosto nada de carrosseis e semelhantes, sou muito medroso, tenho alguns traumas e pânicos, recuso-me andar nesse tipo de diversões, mas prometi à minha companhia que andaria pelo menos num, porque sei que ele queria andar em tudo... Acabei por superar o meu medo e andei em vários, pelo menos 7 dos que me lembro, só porque queria aproveitar o máximo da experiência...
    Outra experiência engraçada que tivemos foi um jantar western, numa arena com as figuras disney, cavalos, vacas, espectáculos de tiros e acrobacias...



    Algumas dicas e considerações:
    - Se puderem marquem para ir à Disneyland durante a semana, nós fomos quinta, sexta e sábado e o melhor dia foi sem dúvida na quinta, apanhámos filas de 10-20 minutos, nos outros dias, sobretudo no fim de semana, as filas para as diversões chegaram a estar nos 95 minutos de espera.
    - Quem quer muito assistir à Disney Parade e ao espectáculo de iluminação, vão pelo menos 30 minutos antes para conseguirem arranjar um espaço para ver bem, aquilo enche muito rápido.
    - A comida é muito cara, para turista ver, é péssima, é igual em todos os restaurantes, parece tudo congelado, não vale a pena, levem comida do hotel, se estiverem perto de um supermercado comprem umas sandes ou assim, no parque mais vale comerem um crepe ou um hotdog, mal por mal...
    - Para quem gosta muito de souvenirs, merchandising da Disney, que não conseguem resistir às coisas fofas, evitem a todo o custo as lojas, é tudo caríssimo, eu não resisti... foram mais de 100€ só nessas bugigangas... mas são lindas.




Por mais viagens assim! =)
Mrs. Margot

   Como referi no post anterior Comer em Paris, um dos meus sonhos era visitar Paris e na comemoração dos nossos 8 anos de relação, este anterior fim-de-semana, fomos até à cidade, que devo confessar que acho que romantizei demasiado a cidade e ficou um pouco aquém daquilo que eu estava à espera, não fiquei muito fã mas houve locais que eu simplesmente adorei e quero voltar um dia.
    O facto é que também estive sempre exausto, ora suado ora com frio, ora fazia sol e calor ora chovia e trovejava, foi assim uma dualidade em quase tudo, mas para quem quer conhecer Paris ou vai com tempo para fazer tudo ou andem de transportes públicos (ou o que quiserem), não façam como eu que percorri tudo a pé para poder ver o máximo em 3 dias. O Uber também deu muito jeito!
    E no dia 17, dia do nosso aniversário de namoro, fui surpreendido e pedido oficialmente em casamento de frente para a Tour Eiffel, acho que não havia um local mais perfeito para a ocasião e irei recordar-me para sempre!


    Ficámos num hotel agradável, bem no último andar com duas varandas lindas, tipicamente francesas e com uma vista deliciosa para os edifícios parisienses. 


    Visitei a maior parte dos locais turísticos conhecidos, não posso dizer o que recomendaria ou não verem, porque cada um vai viver esses locais de uma maneira diferente, por isso visitem tudo, os locais que mais gostei de visitar foi o Louvre, é de facto um sítio magnífico, lindo de morrer, enorme, outro dos sítios que mais gostei de visitar e tenho pena de não ter registado em fotos foi os bairros na zona de Montmartre, foi o local que mais correspondeu ao que idealizava de Paris, com restaurantes, cafés e afins muito tipicamente franceses e com uma rua maravilhosa cheia de mercearias com as bancadas de fruta à porta, peixarias a fazer peixe frito à entrada, boulangeries com pão fresco, croissants e pastéis deliciosos e floristas, uma rua que parecia saída de um filme. AMEI. 
    Outra zona que gostei mas que estava numa confusão porque estava tudo cortado por causa de uma cena qualquer política, foi o Champs-Élysées, uma rua linda desde os Jardin des Tuileries ao Arco do Triunfo. 
    Também tive a oportunidade de realizar o sonho de ver o Moulin Rouge, que inspirou e deu nome ao meu filme preferido, confesso que esperava que fosse maior e mais imponente. 





    Aproveitei que ia a Paris e pesquisei se havia alguma exposição de moda, um dos meus sonhos era ser estilista, então alimento essa paixão indo a exposições, soubemos que estava uma da Christian Dior no Louvre, era tipo a cereja no topo do bolo e devo dizer, que apesar de ter sido a terceira exposição de moda a que já fui, foi sem dúvida a melhor, um verdadeiro sonho! AMEI! AMEI! A colecção é enorme e num espaço como o Louvre não podia estar num local melhor, não vou colocar aqui muitas fotos porque tirei fotos a todos os vestidos e iria ficar longo e porque está no telemóvel do namorado (ups, noivo?! =P).




    E claro que não podia faltar os meus típicos souvenirs que gosto sempre de comprar nas viagens que faço, os postais, os ímanes para o frigorífico, uma mini Tour Eiffel para a minha estante e uns porta-chaves para mim e para oferecer. 



Podem ver no instagram, algumas destas fotos! =)



Boas descobertas e sejam felizes! =)

    Para festejar os 8 anos de relacionamento decidimos ir passar um fim de semana a Paris, era uma dos meus sonhos conhecer a cidade e finalmente pude realizá-lo, foram 3 dias super cansativos mas muito produtivos. Vou dividir esta viagem por dois posts, aqui neste vou falar do que comemos por lá.
    Devo começar por dizer que não fomos a nenhum restaurante de comida típica francesa porque todos os poucos que vimos ou por onde passámos, os preços eram incomportáveis, a maior parte dos restaurantes na cidade é de comida oriental, americana ou italiana.

McDonald's
    Não é que me apetecesse ir ao McDonald's, mas como nos instalámos quase perto da hora de almoço, queríamos uma refeição rápida e como o namorado adora esta cadeia de fast food, lá fomos.
    Não sei se acontece em todos, mas onde nós fomos era uma verdadeira confusão, cheio de gente, a gritarem os números dos pedidos e afins, um espaço a evitar se quiserem ficar longe de confusões, no entanto experimentámos um hambúrguer que vinha com batatas rústicas na mesma caixa chamado "Signature", que eu adorei, era uma verdadeira delícia, tanto o hambúrguer como as batatas.


    
    À noite fomos visitar a zona onde fica o Moulin Rouge porque era um dos meus sonhos ver o edifício, porque é o espaço que serviu de inspiração e que dá nome ao meu filme preferido, fomos então a um restaurante indiano muito próximo e foi o local mais caro onde comemos e que não vale de todo a pena, como grande apreciador que sou da gastronomia indiana, a minha preferida, sou muito exigente, sobretudo se pagar 30€ por pessoa, cada coca-cola foi 4€, um roubo. 

Marinisa 
    Neste restaurante indiano nada me surpreendeu, apesar das chamuças serem muito boas, recheadas com carne picada e ervilhas, tudo o resto desiludiu! O naan com queijo não era nada de especial, o arroz de açafrão nem a isso sabia e o tikka masala e o korma tinham muito pouco sabor.



    No domingo era o dia do nosso aniversário e fomos almoçar e jantar a dois restaurantes que eu tinha previamente escolhido através de uma intensa pesquisa pela internet, duas apostas completamente ganhas e quando voltar a Paris, quer voltar a esses dois restaurantes.
    São dois restaurantes com um ambiente moderno, jovial e com um staff simpático, que apesar do meu namorado falar bem francês, eles falaram connosco em inglês em ambos os sítios porque viram que era mais confortável para nós, mas foi iniciativa deles e quando isso é um pouco que vemos sempre referenciado que os franceses nunca falam inglês, tivemos dois excelentes exemplos do contrário. São dois espaços pequenos, portanto convém ir cedo.

Mersea
    Sabia de antemão que este era um restaurante essencialmente de peixe, que eu confesso não sou propriamente fã, mas pensei que tinha opções de carne, enganei-me redondamente, só tem mesmo opções de peixe e ainda bem, porque obrigou-me a sair da minha zona de conforto e devo dizer que nem gosto muito de pescada, mas comemos um hambúrguer de pescada que eu AMEI! O hambúrguer estava cheio de sabor, com lascas de salmão, salada temperada e um molho muito bom! Estava tudo perfeito. O staff era super simpático, todos muito jovens e segundo disseram o chef já foi premiado com duas estrelas Michelin e isso nota-se num hambúrguer cheio de sabor, só de pensar já estou a salivar, nunca pensei vir a salivar por um hambúrguer de pescada.
    Os preços também foram simpáticos, pagámos mais ou menos 15€ por pessoa.



Fermier Gourmet
    Ao jantar fomos ao Fermier e minha gente, como grande amante que sou de carne vermelha, sobretudo de vaca, eu comi uma das melhores carnes da minha vida, estava cozinhada mesmo no ponto que eu gosto!
    De sobremesa eu pedi uma mousse de oreo, que não era nada de especial e ele pediu um cheesecake bem intenso a queijo!
    Mas aquela carne... era capaz de comê-la todos os dias!!!



    Na segunda-feira fomos almoçar a um outro restaurante que eu tinha pesquisado, que fica numa zona de bares e restaurantes, cheios de gente jovem e muitos estudantes, parece assim uma zona tipo Bairro Alto.

Joe's Burguer
    Este é um espaço completamente despretensioso, não promete mais do que pode cumprir, é um espaço super pequeno, que cheira muito a fritos, com opções básicas de hambúrguer, de vaca, frango e vegetariano. Um hambúrguer que não sendo maravilhoso, cumpre o que promete acompanhado com batata frita caseira (o que foi uma surpresa) e foi o sítio mais barato onde comemos, não chegou a 10€ por pessoa.
    Para quem não tem problemas com espaços assim e/ou pretende uma refeição barata, é o sítio ideal. 



    Ainda houve espaço durante as tardes de provar uns macarons, que de certeza que não fui ao melhor sítio, porque apesar de serem maravilhosos a nível de massa, os recheios eram muito artificiais. 


    E claro que não podíamos deixar de comer uns croissants ao pequeno almoço, mas que não tirei foto e claro os crepes, que comemos numa barraquinha perto da Tour Eiffel, que eram simplesmente maravilhosos, dos melhores que já comi. 



Boas descobertas! =)

     A minha mais recente leitura que terminei ontem, foi o "Não Se Esqueça de Paris" da autora Deborah McKinlay, um livro com romance, viagem e mergulhado no mundo maravilhoso da gastronomia, pode-se dizer que é um romance delicioso.


Título em Português Resultado de imagem para bandeira brasil: Não Se Esqueça de Paris
Título Original: That Part Was True
Autor(a): Deborah McKinlay
Ano: 07/10/2016
Editora: GloboLivros

Sinopse:
    Não se esqueça de Paris – Tudo começa com uma carta.

    Eve Pethwork é uma inglesa insegura e um tanto ansiosa que está assoberbada com os preparativos para o casamento da filha. Eve tem mais de quarenta anos e vive enclausurada em sua casa, pois espaços públicos lhe provocam angústia e a interacção com outras pessoas é difícil para ela.

    Jackson Cooper é um escritor bem-sucedido que vive nos Estados Unidos. Apesar de estar sempre rodeado por pessoas, especialmente mulheres, vive em eterna crise amorosa. Enquanto tenta colocar seu relacionamento com a nova namorada nos trilhos, Jackson vive o maior bloqueio criativo de sua carreira. Sem rumo para o novo livro, começa a questionar suas escolhas e suas expectativas para o futuro.

    Vencendo sua própria timidez, Eve decide escrever uma carta para Jackson, seu autor preferido, elogiando uma cena narrada em um de seus livros. Embora esteja acostumado com o assédio das fãs, ele é atraído pelas palavras de Eve e decide responder sua mensagem. A partir daí uma troca de mensagens surge entre eles.

    A criatividade que falta a Jackson nas páginas em branco acaba sendo canalizada para a cozinha, onde passa horas preparando os mais diferentes pratos. Porém, para sua frustração, sua namorada é vegetariana e ele quase sempre é obrigado a degustar suas criações sozinho. Só que ele logo descobre que a culinária também é uma das paixões de Eve e o amor pela boa-mesa estreita ainda mais os laços entre os dois.

    Apesar da distância e de não terem aparentemente nada em comum, a curiosidade fala mais alto e Jackson decide marcar um encontro com Eve. Como vivem em continentes diferentes, ele propõe como cenário a cidade de Paris, a Meca da gastronomia e dos amantes. Eve é então colocada em xeque, sendo desafiada a vencer todos os seus medos em nome daquilo que pode ser a história de amor com a qual sempre sonhou.

    Não se esqueça de Paris mostra que todos têm uma chance de ser feliz, independente da idade, da distância e dos próprios fantasmas.
___________
 
    Eu tenho um problema sério de ansiedade e agorafobia e sabendo que a personagem Eve também sofre do mesmo, já sabia que ia gostar e sentir empatia com ela.
    Eve, vive sozinha e cada vez mais isolada porque a sua ansiedade não lhe permite estar rodeada de muitas pessoas. Não teve uma relação nada fácil com a sua mãe e acabou tendo uma relação com a filha completamente disfuncional. Depois de ler um romance do escritor Jackson Cooper e ter gostado muito de uma passagem do livro com uma analogia gastronómica, decide enviar uma carta para ele, falando sobre esse facto.
    Jackson Cooper acabou de entrar nos cinquenta anos e depois da sua relação terminar, acaba entrando numa crise de idade e com um bloqueio que o impede de escrever o seu próximo romance. Tenta compensar esse bloqueio com mulheres em relações fugazes que nunca vão a lado nenhum e com a cozinha, que se torna a sua grande paixão e o seu refúgio.
    Quando recebeu a carta de Eve, começou a trocar correspondência com ela, o que começou por ser uma troca de receitas e experiências gastronómicas, acabou por se tornar num meio de desabafo para ambos e no meio de tantas cartas, Jack propõe a Eve, encontrarem-se em Paris para desfrutar os prazeres da gula daquela bela cidade. Será Eve capaz de enfrentar o seu medo? Jack irá? Se encontrarão em Paris? A resposta pode ser surpreendente!
    Eu gostei muito desta leitura, senti uma empatia enorme por Eve, achei que ela é uma personagem muito parecida comigo, vive na ansiedade, apaixonada por cozinhar e por ler, acho que isso me descreve na perfeição.
    Não acho que seja um romance muito pretensioso, é uma história simples, muito real, com problemas e histórias muito comuns em muitas famílias. O conflito típico de uma mãe que sempre teve uma distância com a filha e que não se relacionar com a mesma e que quando ela se decide casar, a mãe começa uma reflexão sobre essas questões. E as crises de idade, onde nos perguntamos muitas vezes o que estamos a fazer na vida e qual será o melhor caminho para seguir.
    E o final... ❤️

Boas leituras!


A Naomi Campbell arrasou na semana da moda de Paris num desfile de lingerie da La Perla Atelier no dia 26 e no de Jean Paul Gautier no dia 28, aos seus 44 anos e completamente em forma mostrou que a idade é só um número e continua a fazer o trabalho como muito poucas, sexy e com as suas longas e invejáveis pernas.

La Perla Atelier, 26 Jan.
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Tiago Cripton Marques
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Fashion Designer / Couturier
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Mrs. Margot foi uma personagem fictícia criada para este blogue, inspirada no papel do Robin Williams no filme Mrs. Doubtfire.

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