Mrs. Margot
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    Uma das minhas mais recentes leituras foi o livro “A Todos os Rapazes que já Amei” da autora Jenny Han, primeiro volume de uma trilogia do género young-adult e que recebeu uma adaptação cinematográfica por parte da Netflix.


Título em Portugal: A Todos os Rapazes que Amei (#1)
Título Original: To All the Boys I've Loved Before (#1)
Autor(a): Jenny Han
Nº de Páginas: 272
Lançamento: 11/2014
Editora: TopSeller

Sinopse:
    «Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.
    Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.
    Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»

___________________________________________

    Desde que saiu este livro fiquei logo muito curioso, sobretudo por causa do hype criado entre a comunidade blogueira literária, estava na minha wishlist e decidi comprar a trilogia toda numa boa promoção que apanhei.
    Quando comecei a ler o livro confesso que rapidamente me arrependi de ter comprado a trilogia, porque estava achar o livro demasiado infantil, tonto, sem grande interesse... mas queria lê-lo até ao fim para ter uma opinião mais fundamentada, foi então que a meio do livro eu já estava conquistado, a história foi ficando mais interessante, os personagens foram crescendo em mim e a leitura foi se tornando cada vez mais prazerosa. Graças a deus o arrependimento passou.

    Lara Jean escreveu uma carta para cada paixão (cinco) que teve e guardou-as na sua caixa de chapéus, eram cartas destinadas a ficarem guardadas para ela, como uma despedida das suas paixões platónicas... só que um belo dia a sua irmã mais nova decide enviar as cartas a cada rapaz e Lara Jean terá que lidar com o confronto de cada um. 
    Um dos seus crushes é o Josh, recente ex-namorado da sua irmã, para evitar o confronto com ele, decide fingir um namoro com Peter K (outro remetente das suas cartas), o namoro dele acabou recentemente, a sua ex-namorada Genevieve trocou-o por um rapaz da Universidade e o namoro falso com Lara Jean ajudará a provocar ciúmes nela.
    O que Lara Jean não estava a contar é que ambos os rapazes começassem a prestar atenção nela e com a proximidade deles, ela terá que decidir para qual o seu coração pende mais. E se para dificultar ainda mais a situação, outro rapaz dos cinco venha baralhar tudo?

    Uma leitura muito querida, fofinha, adorável, a história é jovem, flui muito bem, é rápida de se ler e gostei tanto que quando acabei o livro, tive que começar logo a ler o segundo volume.



To All the Boys I've Loved Before 


8/10

    Em relação à adaptação eu confesso que para não variar eu gostei mais do livro, mas não foi assim uma adaptação muito decepcionante, a escolha dos actores foi boa, a história conta o principal e é um bom filme para ver numa bela tarde de cinema, com umas pipocas ou outro snack, uma boa companhia ou sozinho, um filme do género romance e young-adult gostoso de se ver.
    É daqueles filmes que provavelmente repetiria pela sua leveza.

    Confesso que em relação aos actores, a actriz que faz de Lara Jean é até semelhante àquilo que tinha imaginado, já em relação aos rapazes, idealizei-os mais bonitos (eheh), mas mesmo assim não desgostei dos actores escolhidos porque se calhar tinham uma aparência mais "real", as irmãs de Lara Jean e o pai não têm nada a ver com o que eu tinha imaginado.

    Netflix já está a tratar da adaptação do segundo volume e eu estou muito curioso para ver.


Boas leituras e bons serões! =)
 Mrs. Margot

    Já confessei aqui no blog o quanto adoro adaptações, gosto muito de ler os livros e ver os seus respectivos filmes, mesmo sabendo que muitas vezes são frustrantes porque não correspondem à expectativa que temos deles, mas há outros que superam.

    "A Cada Dia" é um livro do género young-adult do autor David Levithan, foi a minha primeira experiência com este autor e confesso que não fiquei muito surpreendido com a sua escrita, talvez não tivesse sido o melhor livro para isso.


Título em Portugal: A Cada Dia
Título Original: Every Day
Autor(a): David Levithan
Nº de Páginas: 288
Lançamento: 02/2015
Editora: TopSeller

Sinopse:
    A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida:
    Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.
    Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.
_________________________________________________

    A sinopse realmente explica bem o que é a história deste livro.

    Sinceramente esperava muito mais desta história, devo confessar que me desiludiu muito, achei as primeiras 70 páginas pouco confusas, o que tornou a leitura um pouco mais lenta, depois que começamos a engrenar na história, quando a rapariga passa a saber tudo, a leitura torna-se mais fluída, mais interessante... Mas depois chegamos ao final, para além de algumas respostas que ficaram por esclarecer, achei o final muito decepcionante, talvez seria utópico pedir um final feliz, mas pelo menos que tivesse sido um final decente, na minha opinião não foi.
    As 3 estrelas são pela ideia que achei boa e pelos personagens que eu devo dizer que gostei, porque senão ainda teria dado menos.

    Depois de ter escrito a minha opinião reparei que este livro tem um segundo e um terceiro volume, provavelmente explica o final decepcionante, mas mesmo assim não fiquei assim tão curioso em continuar esta história, sinto que provavelmente só me iria decepcionar mais.



Título em Portugal: A Cada Dia
Título Original: Every Day
Ano: 2018

    Confesso que depois de ler o livro a minha vontade de assistir o filme não era muita, em relação à adaptação, foi uma adaptação bem feita, tem alguns pormenores que não acontecem no livro e tem alguns pormenores no livro que não são relatados no filme, sobretudo o facto de haver mais pessoas como A, não quero deixar spoiler aqui, mas é uma personagem com quem ele se cruza no filme.
    Acho que o filme consegue superar um pouco o livro, mas continua para mim a ter um final decepcionante, sem dar grandes respostas ou explicações, não preenche as minhas medidas, talvez quem o veja sem ler o livro pode gostar muito do filme.



Boas leituras e bons serões! =)

 

    Não costumo fazer posts de opinião a filmes muito conhecidos, tipo blockbusters, gosto de partilhar filmes menos conhecidos, mais alternativos, estrangeiros, porque já existem muitos blogues a falar dos filmes mais comerciais.
    No entanto, ontem fui ao cinema ver "A Bela e o Monstro", um filme muito aguardado por mim e como é um dos meus filmes preferidos da Disney, não podia deixar de comentar esta nova adaptação. E antes de entrar na sala de cinema, fui até à fnac dar uma vista de olhos e o namorado pela segunda vez, presenteou-me com o livro que eu queria muito alusivo ao filme, já tinha feito o mesmo no último filme de Nicholas Sparks, quem tem o melhor namorado de sempre?


    Elenco: Emma Watson e Dan Stevens nos papéis principais. Luke Evans, Kevin Kline, Josh Gad, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Audra McDonald, Gugu Mbatha-Raw, Ian Mckellen e Emma Thompson.

    Há duas razões para a minha decisão de fazer um post sobre este filme, a primeira como já referi é que "Bela e o Monstro" é um dos meus filmes preferidos da Disney, no meu top 3, sem dúvida e a segunda razão é que eu adorei cada pedacinho do filme, cada momento, foi tudo perfeito.
    Já antes de se falar neste filme, muita gente achava que a Emma Watson daria uma excelente Belle e confirmou-se, depois de ver este filme com ela dificilmente consigo imaginar outra actriz a fazer este papel. Ela esteve perfeita, encarnou muito bem a doçura e a determinação, a beleza simples e a expressão esteve sempre no ponto.
    O Monstro foi um par à altura, a mágoa e o peso nos seus ombros, as piadas envergonhadas, o abrir discreto do seu coração o baixar do muro à sua volta, foi tão lindo.
    Não me vou envergonhar de dizer que fiquei com os olhos marejados de lágrimas em algumas cenas, mas principalmente na cena icónica da dança e arrepiei-me completamente quando o Monstro canta enquanto a Belle está a partir, momentos lindos de nos deixar o coração cheio.
    Os cenários mais sombrios são maravilhosos, os efeitos foram fantásticos e as canções não deixaram a desejar, muito pelo contrário, foram muito bem conseguidas.
    Adorei ver a Emma Thompson, sou muito fã e parece que esta senhora dá um toque especial a qualquer filme da Disney, adoro a voz dela e a sua expressão (quase uma Meryl Streep para mim).
    É sem dúvida uma das melhores adaptações de sempre, é muito fiel ao desenho animado que todos nós conhecemos e essa é uma das razões do filme estar a ter tanto sucesso, temos um sentimento de nostalgia e é difícil não ficar com um belo sorriso no rosto durante este filme.
    Por fim, só posso dizer que adorei e que tornou-se num dos meus filmes preferidos.

    Em relação ao livro já tinha colocado a informação sobre ele, neste post:
    Livro-te: Oh Dear Santa! My Book Wishlist! Parte I


    Acho que esta edição da editora D. Quixote tem uma capa tão bonita que me fez logo desejar comprar o livro, este da autoria da Elizabeth Rudnick, que serviu de base para a adaptação do filme e que foi lido pela Emma Watson neste mês de Março a um grupo de crianças em Nova Iorque.


Bons serões e boas leituras! =)





    Em semelhança do post 20 filmes para ver no inverno, nesta altura gosto sempre de ver pelo menos um filme do género musical e esta lista são alguns dos meus musicais preferidos, haveriam outros que gosto também mas escolhi apenas estes 20.

- Moulin Rouge (2001):
  É o meu musical preferido, já o vi quase 1 centena de vezes sem exagerar, choro em todas elas! Adoro a banda sonora, a história, o ambiente e a dupla de actores que o protagoniza foi muito bem escolhida.
- Les Misérables (2012):
  Apesar de ser mais recente, tornou-se logo num dos meus musicais de eleição, com uma das minhas actrizes preferidas a protagonizar um dos momentos mais intensos (Anne Hathaway) e com uma outra panóplia de actores fantásticos, numa banda sonora cantava ao vivo e em cru.
- DreamGirls (2006); Burlesque (2010); Mamma Mia! (2008):
  Três filmes que adoro a banda sonora, os dois primeiros com cantoras que admiro muito: Beyoncé & Jennifer Hudson e Cher & Christina Aguilera. No último uma das minhas actrizes preferidas Meryl Streep e outra que gosto muito Amanda Seyfried, com músicas de uma banda que adoro, os ABBA.
- New York, New York (1977); West Side Story (1961); Rent (2005):
  Três filmes com Nova Iorque como pano de fundo e os três bem diferentes, o primeiro traz-nos o glamour dos anos 40, numa onda de jazz com os protagonistas Liza Minnelli e Robert de Niro. West Side Story traz-nos a história de dois gangues rivais, os latinos e os anglosaxónicos e um amor proibido. Rent traz-nos uma Nova Iorque mais negra, emergindo no mundo boémio, da droga, da SIDA, da violência, mas tem algo nele de especial que eu não sei explicar.
- My Fair Lady (1964); Funny Girl (1968):
  Estes dois grandes clássicos são para mim muito similares, filmes bem dispostos e com um humor subtil e aprumado. O primeiro tendo como protagonista a icónica Audrey Hepburn e o segundo a memorável Barbra Streisand.
- Grease (1978); Hairspray (2007):
  No primeiro usava-se brilhantina para o cabelo, no segundo a moda era a laca. Mas nem só de cabelos se tratam estes filmes, são dois filmes bem dispostos, com uma banda sonora catchy e passamos um bom serão a vê-los.
- Chicago (2002); Phantom of the Opera (2004):
  Estes foram dois filmes que tive que ver mais que uma vez para garantir se gostava ou não, não foram amores à primeira vista. O primeiro acabou por me prender com a representação das actrizes, o segundo a história e a banda sonora acabaram por me cativar.
- Mary Poppins (1964); Annie (1982):
  Estes são dois filmes bem dispostos, assim com um ar de Disney. O primeiro é um grande clássico, que peca só por ser muito extenso como era habitual na época.
- The Sound of Music (1965):
  De todos, este é talvez o mais visto nesta época, há um certo canal de televisão que o passa todos os anos. Um grande clássico que é favorito de muita gente.
- Joyful Noise (2012); Rock of Ages (2012):
  Saíram no mesmo ano e são dois filmes que passaram, muito provavelmente, despercebidos do grande público, mas que eu gosto muito e não podiam os dois ser mais diferentes entre si. O primeiro traz-nos uma banda sonora e uma história passada no mundo ghospel e o segundo traz-nos o rock 'n' roll, uma banda sonora que nos faz cantar e bater o pézinho.  
- Nine (2009):
  Deixei este filme para último porque nunca conseguirá reunir consenso, foi um filme demasiado pretensioso que acabou por desiludir muita gente, com um elenco de luxo esperava-se mais e melhor. Eu adorei, gostei de muitos momentos e com o leque de actores que tem não é assim tão mau, veja-se só, Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Judi Dench, Kate Hudson, Nicole Kidman, Sophia Loren e Fergie.  

Bons serões!


    Estreou ontem nas salas de cinema em Portugal o filme "Já Sinto a Tua Falta" (Miss You Already) com Drew Barrymore e Toni Colette nos papéis principais e eu que já estava com curiosidade aproveitei para assistir ao filme.

Sinopse:
    Milly e Jess são melhores amigas há anos. Elas têm partilhado tudo desde a infância - segredos, roupas, gargalhadas, drogas, namorados… Mas agora, estão a tentar ser adultas. Milly (Toni Colette) tem uma carreira de sucesso e vive numa belíssima vivenda no meio da cidade com o marido Kit e os dois filhos. Jess (Drew Barrymore) por seu lado, trabalha como urbanista e vive com o namorado Jago num boémio barco atracado num canal de Londres. A amizade de ambas está tão sólida como sempre, até que Jess se vê com dificuldades em engravidar e Milly descobre que tem cancro da mama. Como é que se partilha isso?
__________

    Escusado será dizer que eu já sabia de antemão que havia uma grande possibilidade de chorar porque sei que não sou uma pessoa em condições para ver este tipo de filmes, obviamente fiquei lavada em lágrimas, chorei as pedras da calçada ao ponto de soluçar! 
    Um filme que retrata o grande valor da amizade, um amor e apoio incondicional que um amigo pode ser e ter pelo outro e dada a minha descrença actual nesse campo da amizade achei que o filme foi muito bonito e que infelizmente o caso de Milly e Jess é um caso raro, hoje em dia as pessoas estão demasiado ocupadas nas suas vidas para se dedicarem a terem uma amizade assim, dedicam-se ao trabalho, ao amor e um pouco à família, renegando por completo os seus amigos! Desculpem, estou descrente! 
    Quando amamos uma pessoa é difícil ver essa pessoa sofrer, sobretudo pela doença que abala o nosso mundo por completo, o cancro! E ficamos numa dualidade de sentimentos, por um lado estamos a sofrer por essa pessoa e só nos apetece chorar, gritar, por outro lado temos que permanecer constantemente positivos e com um certo humor para que essa pessoa não desanime, não baixe os braços e se entregue à doença. 
    O filme retrata tudo isso muito bem e sem nenhuns pós de perlimpimpim, sem o cor de rosa, mostrando tudo o que é mais duro de uma forma crua e honesta, como o rapar o cabelo, a dupla mastectomia com as cicatrizes no peito, os tubos e adjacentes, a intimidade com o parceiro perdida... Apesar de tudo isto com um certo humor entre as amigas, também há muito sofrimento a que não conseguimos ficar indiferentes. 
    Duas excelentes interpretações das actrizes, mas de destacar a Toni Colette no papel de Milly, que esteve com uma expressão corporal maravilhosa, expressão dramática no ponto e com aquele toque de humor mordaz que assenta na perfeição na personagem. 

Aconselho e preparem os lencinhos!


     Fui este fim de semana ver o filme "A Casa da Senhora Peregrine Para Crianças Peculiares" com o marido e valeu muito a pena, nós gostámos muito do filme e espero que o Tim Burton adapte toda a trilogia.


Título em Portugal: A Casa da Senhora Peregrine Para Crianças Peculiares
Título Original: Miss Peregrine's Home for Peculiar Children
Realizador: Tim Burton
Ano: 2016

Sinopse:
Do visionário realizador Tim Burton, e baseado no best-seller, chega-nos uma experiência cinematográfica inesquecível. Quando o avô de Jake lhe deixa um conjunto de pistas sobre um mistério que se estende por diferentes mundos e tempos, ele encontra um lugar mágico conhecido como A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares. Mas o mistério e o perigo aprofundam-se à medida que conhece os moradores e se apercebe dos seus poderes especiais…e dos seus poderosos inimigos. Jake acaba por descobrir que só a sua “peculiaridade” pode salvar os seus novos amigos.


    "A Casa da Senhora Peregrine Para Crianças Peculiares" tem uma assinatura clara do criativo Tim Burton, que na minha opinião conseguiu criar um mundo fantástico e peculiar, cumprindo o prometido. As criaturas animadas são bem ao seu género e muito bem conseguidas, em relação às crianças peculiares, do pouco que pude ver na sinopse do livro e das fotografias que vinham no mesmo, acho que ele também foi muito fiel à obra do autor Ransom Riggs.
     Ainda não tive oportunidade de ler o livro, apesar de estar na minha wishlist, por isso não posso falar da adaptação, mas pelo que tenho visto, as pessoas que leram o livro na sua maioria gostaram do filme, o que é um bom indicativo.
    Contamos com a maravilhosa prestação da actriz Eva Green como Miss Peregrine e da excelência dos jovens Asa Butterfield no papel de Jake e Ella Purnell no papel de Emma, a minha peculiar preferida que protagonizou os meus momentos favoritos do filme, debaixo de água. E não posso deixar de referir as participações especiais de Judi Dench e Samuel L. Jackson, que apesar de pequenas são sempre relevantes pela excelência do trabalho dos mesmos.
    Fiquei com muita vontade de mergulhar na trilogia e saber mais sobre o mundo dos peculiares, tenho que pedir ao pai natal que me dê de presente, este bendito vício tem um preço maldito. Tenho os ebooks mas em português do Brasil, por isso estou a segurar-me para ler a versão portuguesa.



Bons momentos!





        Hoje é o dia de estreia do filme "Before We Go" (Antes do Adeus) estrelado pela Alice Eve e Chris Evans e é também realizado pelo actor. Eu já tive oportunidade de o assistir.


Sinopse: 
    Nova York. Brooke Dalton teve um dia em cheio e não conseguiu chegar a tempo de apanhar o último comboio para Boston. A situação agrava-se quando é assaltada e fica sem dinheiro para regressar a casa.
    Mas tudo pode mudar, quando Nick Vaughan oferece-se para lhe fazer companhia, que tentará transformar esta noite desastrosa em algo muito especial.

    Eu gostei muito do filme, achei que os actores demonstraram uma química fantástica e apesar de ser um filme simples, é muito bonito e só gostava que tivesse um final diferente.
    O filme passa-se todo durante uma noite e madrugada.
    No final de um dia cheio Brooke não consegue chegar a tempo de apanhar o último comboio para Boston, para piorar a situação é assaltada e fica sem dinheiro e telemóvel. Nick estava a tocar na estação para ganhar alguns trocos quando a decide ajudar. Receosa mas desesperada, decide arriscar e aceitar a ajuda daquele estranho. 
    Uma noite que tinha tudo para correr mal, torna-se em momentos divertidos, deliciosos e alguns completamente românticos. Vale a pena ver! Faz-nos sorrir e suspirar!
    

Bons momentos!



    "Comer Orar Amar" (Eat, Pray, Love) da autora Elizabeth Gilbert é um dos meus livros preferidos, senão mesmo o meu livro preferido desde que entrei na idade adulta.
    Esta é daquelas leituras ou se apaixona ou não se gosta mesmo nada, também tem que ser lido na altura certa, porque se estivermos numa fase de introspecção, este livro pode ser uma leitura que nos ajuda a pensar, reflectir, questionar e que nos dá algum conforto e paz de espírito. Eu li-o na altura certa e sei que daqui a 10 anos se voltar a lê-lo irei certamente tirar outras ilações.  
    Tal como o título revela esta história é uma longa viagem física, emocional e espiritual, "Comer" em Itália, "Orar" na Índia e "Amar" na Indonésia. 
    Quando alguém começa a questionar-se sobre qual a razão da sua existência, não se sente realizada no casamento, a inexistência de filhos e quando nem o emprego nos preenche, a vida começa a sufocar-nos e sentimo-nos prestes a desabar. 
    Liz Gilbert, perdida e confusa, decide divorciar-se e após tentar viver um amor relâmpago fracassado, ela decide abdicar de tudo e sair da sua zona de conforto. Planeia uma viagem para voltar-se a descobrir e a reencontrar-se. Começa a viagem por Itália pelos caminhos dos prazeres gastronómicos e o desafio de aprender uma nova língua, os 23kg que engordou, alegremente, só demonstram a descontracção e falta de preocupação com a sua forma. O destino seguinte é a Índia que serve o objectivo do reencontro com a espiritualidade e com aprendizagem da oração, é importante ouvirmo-nos nos nossos silêncios e aprendermos a viver cada segundo do nosso tempo, por vezes no quotidiano esquecemo-nos de respirar fundo, parar e ouvir o som profundo da nossa respiração. E no último capítulo da sua viagem, ela reserva os últimos meses do seu ano sabático em Bali para encontrar a sua paz de espírito e o equilíbrio de todas as coisas, um amor cresce num ninho de transcendentalidade que pode ser fruto da sua aprendizagem. 
    Uma viagem que faz sozinha, mas que é marcada pelas pessoas que conhece em cada país, que tornam a sua experiência ainda mais rica. 
    Este livro para mim foi melhor que um livro de auto-ajuda e ajudou-me bastante a aprender a usufruir do meu tempo sozinho e gostar da minha própria companhia, ajudou-me a relaxar e por coincidência a ganhar um prazer pela cozinha, acabando pela arte de cozinhar tornar-se numa verdadeira terapia, abrindo também asas à minha criatividade. 
    Uma leitura para ser feita com tempo, saboreando cada página.

    A história foi adaptada ao cinema e a actriz escolhida para dar a vida à protagonista da história foi a Julia Roberts, que para mim foi uma escolha perfeita, também gostei muito do filme, apesar de gostar mais do livro, a Julia representou bem todas as características que eu imaginei na Liz.


Boas leituras!
Mrs. Margot


    "Se Eu Ficar" (If I Stay) e a sua continuação "Espera Por Mim" (Where She Went) da autora Gayle Forman, do género young-adult, traz-nos a história da jovem violoncelista Mia e do jovem estrela de rock Adam.
    No primeiro livro a história é nos contada pela voz de Mia, uma jovem de 17 anos apaixonada por música clássica e violoncelista. Um dos seus objectivos de vida é ir para Nova Iorque para entrar na conceituada escola de música Juilliard, mesmo que isso signifique ter que deixar a família e amigos para trás. Entretanto conhece Adam, que a única coisa que têm em comum é o gosto pela música, mas no caso de Adam, ele é uma estrela do rock, vocalista de uma banda que tem com os seus amigos. A paixão entre ambos torna-se inevitável e completamente avassaladora de tão intensa.
    Tudo corria no seu natural percurso até que numa manhã, Mia, os seus pais e o seu irmão mais novo têm um terrível acidente de automóvel e ela é a única sobrevivente do mesmo, ficando em estado de coma. O espírito dela vagueia pelo hospital vendo e sentindo tudo o que se passa à volta dela e quando está pronta para partir, Adam desdobra-se em mil esforços para a fazer permanecer. Ela acorda.

    No segundo livro a história é contada pela voz de Adam, passados três anos eles nunca mais se viram desde que Mia partiu para Nova Iorque, Adam conseguiu com a sua banda assinar um contrato e andou em digressão pelo mundo, mas agora encontra-se em Nova Iorque, em vésperas de ir para outro concerto no Japão. Ele faz de tudo para ficar preso em Nova Iorque apenas por uma noite, então decide ir a um concerto de Mia e os dois acabam por explorar a cidade juntos nessa noite.
    À medida que exploram a cidade, vão revisitando o passado e abrindo algumas feridas, confessando os seus verdadeiros pensamentos e sentimentos após a tragédia que aconteceu. A conversa que estava pendente havia anos e que era tão fulcral para poderem sarar essas mesmas feridas e poderem perspectivar um futuro bem mais risonho. Haverá um futuro entre Mia e Adam? Serão eles capazes de fazer as pazes com o passado e dar as mãos no futuro? O final do livro conta-nos tudo.

    Gostei muito do primeiro livro, achei devastador, emocionante e apesar de sentirmos alguma frieza da parte de Mia, não há como ficar indiferente ao seu sofrimento. Também gostei muito da adaptação ao cinema, na minha opinião o filme foi muito bem adaptado e não me senti defraudado em nenhum momento e gostei da escolha da actriz Chloe Moretz para o papel principal.
    Confesso que a minha preferência vai para o segundo livro, não há como não nos apaixonarmos pelo Adam, que é tão irresistivelmente romântico e que apesar do tempo ter passado continua a amar Mia da mesma maneira, como se não tivesse havida nenhuma ruptura, a maneira como ele descreve os momentos que passa com ela é de nos fazer suspirar. Aquela sensação de alguém que nos consegue tocar através do olhar? Sei que parece estranho, mas é o que muitas vezes senti entre eles.

Boas leituras,
Mrs. Margot 
   O primeiro filme do ano que decidimos ir ver ao cinema muito por insistência minha foi a "A Rapariga Dinamarquesa" que retrata a primeira pessoa que foi submetida a uma mudança de sexo, uma história inspiradora baseada em factos reais, mas o filme é mais que isso, muito mais que isso...




















   Não sei como explicar por palavras a beleza deste filme, uma história verdadeiramente inspiradora, comovente e incrivelmente bem interpretada pelo brilhante e talentoso actor Eddie Redmayne que deu à personagem uma excepcional sensibilidade, delicadeza e ingenuidade, sem cair no exagero ou no ridículo, conseguiu passar a mensagem da angústia e todas as questões psicológicas de ter nascido no corpo errado.
   Um retrato da transexualidade no final dos anos 30, uma mulher que nasceu no corpo de um homem que se tornou pintor e famoso pelo seu ofício e que todos os dias tem de desempenhar um papel que não a define. Não podemos deixar de referir a actriz Alicia Vikander que dá a vida à mulher de Einar/Lili, que consegue estar mais do que à altura do desafio com a sua marcante representação, segue todo o processo doloroso de perder o seu marido e ser o apoio incondicional da sua transformação.
   Acho que merece sem dúvida ir aos Óscares e estou a torcer pelos prémios de melhor actor e de melhor actriz porque sem dúvida que seriam bem entregues. E estou com curiosidade em ler também o livro com o mesmo nome.

A verdadeira Lili Elbe e a personagem do filme.

Recomendo!
Miss Margot 
Hoje é o dia em que fazia anos a Hannah Arendt, judia e alemã, um mulher importante no mundo da política conhecida pelo seu trabalho na teoria política através das suas obras como jornalista e do seu ensino como professora nos EUA. Os principais temas em que o seu trabalho focou-se foram a política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, a violência, a condição laboral e a condição feminina.

O Google celebra o seu aniversário.

E hoje foi dia também para ver o filme que saiu em 2012 com o seu nome.


Miss Margot

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Tiago Cripton Marques
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Fashion Designer / Couturier
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Mrs. Margot foi uma personagem fictícia criada para este blogue, inspirada no papel do Robin Williams no filme Mrs. Doubtfire.

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Por mais que nos doa a vida, nunca se perca a esperança.

Mrs. Margot's bookshelf: read

The Favorite
really liked it
The Favorite
by Kiera Cass
The Favorite was my favorite short story of the saga The Selection. How not to love Maxon? This story once again showed us how wonderful the prince is. This story is told in the first person by Marlee, we can see how the romance started ...
Amy & Matthew
really liked it
Amy & Matthew
by Cammie McGovern
I don't know where to start. I didn't know what the book was about and I like to be surprised. When I started reading and saw that it was the story of a girl with cerebral palsy and a boy with severe OCD and socially inept, I soon realiz...
tagged: ebook and young-adult
A Sereia
really liked it
A Sereia
by Kiera Cass
I think America is a more complete character and win my preference in relation to Kahlen, but I like her too. I always loved mermaids, I can say I really enjoyed this book, but I'd like that history was a little more developed. We can s...
tagged: ebook and young-adult
Mrs. Sinclair's Suitcase
really liked it
Mrs. Sinclair's Suitcase
by Louise Walters
3,5 This book brings us two stories, the Roberta in current times and the story of her grandmother Dorothea passed in the second war. It's a beautiful book, but ends up losing some charm due to move back and forth in history. We were los...
tagged: ebook
The Queen
liked it
The Queen
by Kiera Cass
This story explains a lot about the King Clarkson behavior, but brings us a Queen so submissive that is difficult we like her.
tagged: ebook

goodreads.com

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