Mrs. Margot
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    Já confessei aqui no blog o quanto adoro adaptações, gosto muito de ler os livros e ver os seus respectivos filmes, mesmo sabendo que muitas vezes são frustrantes porque não correspondem à expectativa que temos deles, mas há outros que superam.

    "A Cada Dia" é um livro do género young-adult do autor David Levithan, foi a minha primeira experiência com este autor e confesso que não fiquei muito surpreendido com a sua escrita, talvez não tivesse sido o melhor livro para isso.


Título em Portugal: A Cada Dia
Título Original: Every Day
Autor(a): David Levithan
Nº de Páginas: 288
Lançamento: 02/2015
Editora: TopSeller

Sinopse:
    A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida:
    Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.
    Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.
_________________________________________________

    A sinopse realmente explica bem o que é a história deste livro.

    Sinceramente esperava muito mais desta história, devo confessar que me desiludiu muito, achei as primeiras 70 páginas pouco confusas, o que tornou a leitura um pouco mais lenta, depois que começamos a engrenar na história, quando a rapariga passa a saber tudo, a leitura torna-se mais fluída, mais interessante... Mas depois chegamos ao final, para além de algumas respostas que ficaram por esclarecer, achei o final muito decepcionante, talvez seria utópico pedir um final feliz, mas pelo menos que tivesse sido um final decente, na minha opinião não foi.
    As 3 estrelas são pela ideia que achei boa e pelos personagens que eu devo dizer que gostei, porque senão ainda teria dado menos.

    Depois de ter escrito a minha opinião reparei que este livro tem um segundo e um terceiro volume, provavelmente explica o final decepcionante, mas mesmo assim não fiquei assim tão curioso em continuar esta história, sinto que provavelmente só me iria decepcionar mais.



Título em Portugal: A Cada Dia
Título Original: Every Day
Ano: 2018

    Confesso que depois de ler o livro a minha vontade de assistir o filme não era muita, em relação à adaptação, foi uma adaptação bem feita, tem alguns pormenores que não acontecem no livro e tem alguns pormenores no livro que não são relatados no filme, sobretudo o facto de haver mais pessoas como A, não quero deixar spoiler aqui, mas é uma personagem com quem ele se cruza no filme.
    Acho que o filme consegue superar um pouco o livro, mas continua para mim a ter um final decepcionante, sem dar grandes respostas ou explicações, não preenche as minhas medidas, talvez quem o veja sem ler o livro pode gostar muito do filme.



Boas leituras e bons serões! =)

 

    Estreou ontem nas salas de cinema em Portugal o filme "Já Sinto a Tua Falta" (Miss You Already) com Drew Barrymore e Toni Colette nos papéis principais e eu que já estava com curiosidade aproveitei para assistir ao filme.

Sinopse:
    Milly e Jess são melhores amigas há anos. Elas têm partilhado tudo desde a infância - segredos, roupas, gargalhadas, drogas, namorados… Mas agora, estão a tentar ser adultas. Milly (Toni Colette) tem uma carreira de sucesso e vive numa belíssima vivenda no meio da cidade com o marido Kit e os dois filhos. Jess (Drew Barrymore) por seu lado, trabalha como urbanista e vive com o namorado Jago num boémio barco atracado num canal de Londres. A amizade de ambas está tão sólida como sempre, até que Jess se vê com dificuldades em engravidar e Milly descobre que tem cancro da mama. Como é que se partilha isso?
__________

    Escusado será dizer que eu já sabia de antemão que havia uma grande possibilidade de chorar porque sei que não sou uma pessoa em condições para ver este tipo de filmes, obviamente fiquei lavada em lágrimas, chorei as pedras da calçada ao ponto de soluçar! 
    Um filme que retrata o grande valor da amizade, um amor e apoio incondicional que um amigo pode ser e ter pelo outro e dada a minha descrença actual nesse campo da amizade achei que o filme foi muito bonito e que infelizmente o caso de Milly e Jess é um caso raro, hoje em dia as pessoas estão demasiado ocupadas nas suas vidas para se dedicarem a terem uma amizade assim, dedicam-se ao trabalho, ao amor e um pouco à família, renegando por completo os seus amigos! Desculpem, estou descrente! 
    Quando amamos uma pessoa é difícil ver essa pessoa sofrer, sobretudo pela doença que abala o nosso mundo por completo, o cancro! E ficamos numa dualidade de sentimentos, por um lado estamos a sofrer por essa pessoa e só nos apetece chorar, gritar, por outro lado temos que permanecer constantemente positivos e com um certo humor para que essa pessoa não desanime, não baixe os braços e se entregue à doença. 
    O filme retrata tudo isso muito bem e sem nenhuns pós de perlimpimpim, sem o cor de rosa, mostrando tudo o que é mais duro de uma forma crua e honesta, como o rapar o cabelo, a dupla mastectomia com as cicatrizes no peito, os tubos e adjacentes, a intimidade com o parceiro perdida... Apesar de tudo isto com um certo humor entre as amigas, também há muito sofrimento a que não conseguimos ficar indiferentes. 
    Duas excelentes interpretações das actrizes, mas de destacar a Toni Colette no papel de Milly, que esteve com uma expressão corporal maravilhosa, expressão dramática no ponto e com aquele toque de humor mordaz que assenta na perfeição na personagem. 

Aconselho e preparem os lencinhos!



        Hoje é o dia de estreia do filme "Before We Go" (Antes do Adeus) estrelado pela Alice Eve e Chris Evans e é também realizado pelo actor. Eu já tive oportunidade de o assistir.


Sinopse: 
    Nova York. Brooke Dalton teve um dia em cheio e não conseguiu chegar a tempo de apanhar o último comboio para Boston. A situação agrava-se quando é assaltada e fica sem dinheiro para regressar a casa.
    Mas tudo pode mudar, quando Nick Vaughan oferece-se para lhe fazer companhia, que tentará transformar esta noite desastrosa em algo muito especial.

    Eu gostei muito do filme, achei que os actores demonstraram uma química fantástica e apesar de ser um filme simples, é muito bonito e só gostava que tivesse um final diferente.
    O filme passa-se todo durante uma noite e madrugada.
    No final de um dia cheio Brooke não consegue chegar a tempo de apanhar o último comboio para Boston, para piorar a situação é assaltada e fica sem dinheiro e telemóvel. Nick estava a tocar na estação para ganhar alguns trocos quando a decide ajudar. Receosa mas desesperada, decide arriscar e aceitar a ajuda daquele estranho. 
    Uma noite que tinha tudo para correr mal, torna-se em momentos divertidos, deliciosos e alguns completamente românticos. Vale a pena ver! Faz-nos sorrir e suspirar!
    

Bons momentos!


   Há descobertas que fazem todo o sentido como se fosse colocado no nosso caminho com um propósito. Adoro este tipo de filmes que são pouco conhecidos e no entanto conseguem ser mil vezes melhores que os blockbusters ou até mesmo que os nomeados a certos prémios bem conhecidos.
   É o caso de You're Not You soube do filme porque costumo estar atenta aos filmes em que entram actrizes de que eu gosto muito, como se já não bastasse ser um excelente filme também descobri que é baseado num livro com o mesmo nome da autora Michelle Wildgen.


   Este filme é estrelado pela grande Hilary Swank que está perfeita no papel, com uma expressão corporal de se tirar o chapéu e uma representação digna de um óscar, nós conseguimos sentir o que a sua personagem sente, excelentemente acompanhada pela actriz Emmy Rossum que parece ter sido escolha mais do que acertada para contracenar com Hilary.
   Kate (Hilary) é uma pianista e descobre que sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica, em conjunto com o seu marido Evan (Josh Duhamel) decidem contratar alguém para cuidar de Kate, aí surge Bec (Emmy) uma estudante sem experiência, promiscua, artista falhada e sem rumo na vida e começa uma relação que não vai deixar ninguém indiferente e que promete fazer-nos sentir.
   Um drama com os timmings certos, com a carga emocional perfeita, levou-me às lágrimas por toda a sua intensidade, um filme que preenche-me todas as medidas e que para mim de 0 a 10, vale 10!

Recomendo, vale muito a pena e preparem os lenços de papel.
Miss Margot
   Não aconteceu muitas vezes na minha vida, mas sabem aquele impulso de ir ver um filme que não conhecem nada sobre ele, nem trailer viram, mas que tiveram aquele feeling de que ia valer a pena?        Foi assim que descobri o "Desert Flower" (Flor do Deserto) em 2009, tinha passado pelo El Corte Inglés e nunca tinha ido lá ao cinema, vi o cartaz do filme e decidi ir vê-lo e sinceramente não consigo perceber como este filme passou tão despercebido, muitas pessoas deviam conhecê-lo, a sua história é arrebatadora.
   A Flor do Deserto conta a história verídica da top model Waris Dirie, o filme foi baseado no livro autobiográfico da mesma e exactamente com o mesmo nome do filme.
 
  Waris, interpretado pela modelo Liya Kebede foi uma guerreira, sobreviveu no deserto depois de ter sido vendida para casar aos 13 anos, decide fugir dos braços dos seus pais pelo deserto, sofrendo tentativas de violação e rejeitada pela restante família, uma familiar ajuda-a a ir para Inglaterra para trabalhar numa embaixada como empregada doméstica.
  Depois de ficar sem trabalho, vê-se num país onde pouco conhece a língua e nem imagina o choque cultural, conhece uma rapariga e através dessa amizade percebe que o facto de ter sido mutilada na zona genital aos 3 anos nada tinha de normal, apesar dos diversos obstáculos que continuaram aparecer na sua vida torna-se uma top model de sucesso e mais tarde embaixadora das nações unidas no combate à mutilação genital feminina.
   Escusado será dizer que eu estive num pranto de lágrimas em algumas partes do filme, é uma história muito forte e o livro é igualmente forte e complementa muitas coisas que não puderam aparecer no filme. É um murro no estômago como o Precious que já partilhei aqui, confesso que já o vi duas vezes e no momento em que ela vai ser excisada eu não consigo abrir os olhos, fecho-os e as lágrimas caem abundantemente ao ouvir os gritos daquela criança.


Liya Kebede e Waris Dirie



















   Precious é um filme adaptado da obra literária "Push" de Sapphire e foi realizado pelo Lee Daniels, filme este que teve nomeado aos Óscares em 2010 na categoria de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actriz e Melhor Actriz Secundária levando apenas este último.
   Falar de Precious não é nada fácil, sabes aquele filme que só consegues ver apenas uma vez mas que te marca para toda a vida? Eu fui vê-lo ao cinema e foi como sentir um murro no estômago de tão difícil que é de lidar com todas as emoções de uma menina que a vida foi muito madrasta.
   Abusos sexuais, maus tratos, bullying, mãe adolescente e entre tantos outros problemas sérios e graves, mas que nos dá uma mensagem de esperança de que temos a capacidade de ultrapassar todos os obstáculos se nos predispormos a lutar por nós, pela nossa vida e Precious fá-lo concentrando a sua atenção nos estudos, nos seus filhos e rodeada de pessoas que a possam ajudar.
   Acho impossível alguém ficar indiferente, posso dizer que chorei o filme todo e ainda o caminho todo até a casa e tornou-se um dos meus filmes preferidos de sempre pela reacção que conseguiu tirar de mim, um verdadeiro drama que é muito real, verdadeiro e que transmite toda a essência crua e dura da realidade de muita gente.
   A interpretação dos actores? Maravilhosa, de excelência. Fazem-nos sentir tudo.


Hoje é o dia em que fazia anos a Hannah Arendt, judia e alemã, um mulher importante no mundo da política conhecida pelo seu trabalho na teoria política através das suas obras como jornalista e do seu ensino como professora nos EUA. Os principais temas em que o seu trabalho focou-se foram a política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, a violência, a condição laboral e a condição feminina.

O Google celebra o seu aniversário.

E hoje foi dia também para ver o filme que saiu em 2012 com o seu nome.


Miss Margot

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Mrs. Margot foi uma personagem fictícia criada para este blogue, inspirada no papel do Robin Williams no filme Mrs. Doubtfire.

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