Mrs. Margot
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    A minha última publicação foi em meados de 2021, quem vinha acompanhar o blog deve ter sentido que as coisas já não estavam bem comigo, a minha relação de 12 anos estava a chegar ao fim e isso junto com uma depressão que me assolou, deixou-me cair num fundo do poço.

    No final desse ano coloquei o fim à minha relação e comecei a preparar toda a difícil mudança, deixar a cidade de Lisboa que eu tanto amo, que me acompanhou em toda a minha fase adulta, foram 12 anos... e regressar à minha cidade natal, perto de Coimbra, que aconteceu no final de janeiro de 2022.

    Todo o processo foi bastante doloroso, com a depressão, o luto pela relação, a mudança, a adaptação, ter que recomeçar uma vida do zero pós os 30 anos, praticamente sem nada... 2022 foi um ano para sobreviver, manter-me à tona, não me deixando cair, tive que arranjas forças sobre-humanas para lidar com tudo.

    2022 foi o ano em que comecei aprender a amar-me, não sei se alguma vez isso tinha acontecido na minha vida, fazer de mim prioridade, perdi 30kg, que juntando aos restantes foram 40kg perdidos, fiz a minha terceira tatuagem que o significado é dos meus 3 cães, os meus companheiros em todo este processo de viver, vivi novas aventuras, novas experiências, conheci novas pessoas, fiz novas amizades, tive o meu primeiro trabalho a contrato, tirei a formação de instrutor de zumba, dei aulas de zumba.
Foi um ano de tentar várias vezes, errar outras tantas, fracassar, tentar novamente, continuar a sobreviver... 

    Quem me segue pelo instagram foi seguindo todo este duro percurso, vivi também muitas coisas bonitas e no final do ano, o universo presenteou-me com um novo amor, um ano e meio após a minha separação, não achei que fosse possível isso acontecer, encontrar alguém que me ame de forma recíproca. E embora eu ainda lute contra a depressão, na tentativa de encontrar uma estabilidade financeira, olhando para o Tiago de há um ano, o amadurecimento, a força, o conseguir manter-me de pé e erguer a cada embate, sinto um grande orgulho por ter chegado até aqui. 

    Não sei o que 2023 me vai trazer, mas espero continuar a usufruir do que esta vida tem para me oferecer, namorar muito, encontrar essa estabilidade financeira, quem sabe voltar a viajar, explorar novos caminhos, viver novas aventuras e conviver com as pessoas que me amam. 

    Em relação ao blog, já há alguns meses que andava com vontade de voltar, não sabia como, não sabia o que escrever, como regressar... mas como tudo, vai na hora que tem que ser, na maneira como tem que ser, sendo real, verdadeiro e honesto.


Que seja um 2023 feliz e sorridente, para todos nós.

Tiago Marques


    Sempre que se aproxima este tempo outonal nos meus passeios pelas ruas de Lisboa e sinto o cheiro da castanha assada, sou assaltado por memórias felizes que me deixam muito nostálgico, é muito interessante aperceber-me com o envelhecer, que essas boas memórias passam muito pela aldeia que me viu nascer e o único lugar onde tive uma infância plena, recheada, enriquecedora e onde a felicidade brotava das coisas mais simples. 

    Na minha aldeia para comemorar o magusto, as pessoas juntavam-se em redor de uma antiga casa, onde os passos de dança do rancho folclórico eram os inquilinos... Apanhava-se as fagulhas e as folhas secas dos eucaliptos e faziam-se arder pequenas fogueiras, era nessas horas longas de convívio, de gargalhadas fáceis que resultavam das brincadeiras de saltar à fogueira, de sujar as mãos nas cinzas e correr atrás uns dos outros para ver quem saía mais enfarruscado, as gerações uniam-se e não havia diferença de idade, nem para as crianças molharem os lábios na deliciosa jeropiga que acompanhava aquela castanha assada, que por mais anos que passem, nunca nenhuma terá aquele sabor, da inocência, do sonho, da felicidade e da liberdade.


    Eram serões longos, onde víamos a tarde virar noite, não dávamos pelo tempo passar, era a nossa bolha de felicidade, as crianças brincavam até se cansarem, enquanto os adultos depois da diversão entravam em longas conversas sobre tudo, os seus dias de trabalho, as suas famílias, as conquistas, as dúvidas, o passado, presente e o futuro. Vai-me ficar sempre gravado na memória os sons das risadas que eram naturais, melódicas, do cheiro... aquele cheiro que me transporta imediatamente para a minha aldeia, para a casa da minha avó, é o cheiro da lenha que arde, enquanto nos aquece e tantas vezes onde a minha avó fazia os seus cozinhados e que nenhum restaurante famoso, gourmet ou cheio de estrelas, consegue reproduzir o sabor ímpar.  

    A despedida era sempre em jeito de promessa de no ano seguinte estarmos ali todos outra vez... mas o tempo nem sempre é um bom aliado, as pessoas deixam de ter vontade de "regar a sua rosa" e vão deixando murchar, até morrer e desaparecer à face da terra... assim acabou o grupo do rancho, acabou-se a tradição do magusto, as pessoas nunca mais se juntaram, nunca mais se ouviram as gargalhadas fáceis, as longas conversas e os laços foram se perdendo.

    Sinto alguma tristeza por ver que das várias iniciativas tradicionais na minha aldeia, já só sobre uma, a do Natal, onde acendem uma fogueira que ultrapassa o tamanho da capela e vai sendo mantida acesa até ao dia de Reis... mas temo o dia em que nem essa se realizará. O que as pessoas não percebem é que perdendo as tradições, vamos perdendo a nossa identidade.  


Tiago Marques,
Mrs. Margot

    No meio do desamor eu aprendi o que era amar, o que era sentir um amor incondicional e depois de saber amar dessa maneira, apercebi-me de que nem toda a gente que me rodeia aprendeu ou sabe sequer o que é esse sentimento, ou pelo menos amar dessa maneira tão intensa e completa, sinceramente nem sei se algum dia saberão. Por isso se costuma dizer que a ignorância é uma bênção, porque o é verdadeiramente, de que serve decifrarmos todo o significado do Amor, se depois olhamos à nossa volta e estamos completamente sozinhos nesse caminho, não há reciprocidade, é completamente unilateral.


    Crescemos a ouvir que o amor incondicional é o melhor que nos pode acontecer, é o supremo sentir, é a felicidade num todo e esquecem-se de avisar que é preciso duas pessoas para remar esse barco, quando esse sentimento avassalador é só de uma parte, o abismo é um poço sem fundo, é um vazio que nunca é preenchido, uma incerteza constante, a insegurança do ser e do sentir, uma angústia dolorosa sem fim... Há clichés que são certeiros e um deles, é que a felicidade passa por "amar e ser amado", quando uma pessoa não é amada incondicionalmente de volta, na minha opinião, nunca pode ser verdadeiramente feliz, esse amor unilateral que sentimos pelo outro vai nos corroendo por dentro, deixando cicatrizes e faz-nos ir desacreditando cada vez mais na magia, no sonho e no futuro.


    Tornamo-nos cada vez menos hipócritas, mais pragmáticos, há quem considere frieza, na verdade é só uma forma de nos protegermos, a solidão passa a ser por nós aceite, convivemos bem com ela e passamos a estar tão confortavelmente nela que preferimos por vezes estar sós, a ter companhia. Quanto mais o tempo passa mais vamos tendo a perceção que há a tendência para sermos solitários, caminhar sozinho e deixar este mundo da mesma maneira, somos caminhantes que estão só de passagem.


Tiago Marques,

Mrs. Margot


Foto ilustrativa retirada da net, editada por mim. ©Bruno Palma Fotografia
    As minhas memórias felizes na Páscoa são praticamente passadas na casa da minha avó materna em Lemede, quando começava às minhas férias escolares da Páscoa costumava ir para casa dela para a ajudar a fazer os bolos da Páscoa, que é o folar típico da minha zona, a minha avó sempre fez para vender e devo dizer que eu adorava, nunca senti que estava a “trabalhar”, era um gosto e a minha avó deixava-me fazer os meus próprios bolos com os restos de massa, na minha família comemos esses folares o ano inteiro e todos nós gostamos deles mal cozidos.

Há dois anos fiz, ficaram muito bons e partilhei aqui a receita: Bolo da Páscoa
    No forno a lenha não ia só os bolos, também fazíamos bolas de carne e broas.
    A preparação para o dia da visita Pascal (que é à segunda-feira) começava sempre na sexta feira e/ou sábado onde ia com a minha avó apanhar algumas folhas de plantas específicas que se coloca no chão da rua e na entrada de dentro de casa para o padre passar, não sei o nome delas, apenas do alecrim e é um cheiro que eu amo, transporta-me imediatamente para esses momentos felizes. Em alguns campos perto das vinhas começam aparecer as primeiras papoilas, adorava apanhar o botões ainda fechados e abrir para ver qual era a cor, pois havia vermelhas, laranjas e amarelas... também me lembro de à medida que caminhávamos eu apanhava algumas flores que nós chamávamos de “mijonas” (o nome varia de terra para terra), umas flores amarelas que nós trincávamos o cale que era azedo e agradável.
    
Imagem retirada da net, meramente ilustrativa

    Nunca houve um prato típico em casa da minha avó, era muitas vezes chanfana, mas também podia ser bacalhau em cebolada com batatas a murro, favas com chouriço... a minha avó fazia pratos que sabia que a maior parte da família ia gostar.
    Depois de almoçar, a mesa era posta para a visita do padre, as fatias do folar da Páscoa, as broas, as bolas, as amêndoas e sempre a garrafa de jeropiga.

    Em alguns anos, após sair de casa da minha avó, íamos para a terra do pai da minha irmã, lá tinham uma tradição que todas as crianças adoravam (eu, inclusive), num pequeno largo com grandes sacos do lixo pretos cheios de amêndoas, eles atiravam as amêndoas e as crianças corriam com os seus sacos para os encher das mesmas.

    Nunca liguei propriamente ao lado religioso desta época, mas sempre gostei das tradições, dos momentos em família, os cheiros que ainda hoje consigo sentir, do forno a lenha e dos seus preparados, das plantas e até da jeropiga que muitas vezes molhava nos lábios. Eram bons tempos.



Uma feliz Páscoa a todos,
dentro do possível nestes tempos.
Mrs. Margot

    O ano de 2019 foi dos piores anos da minha vida, não que 2018 tenha sido uma maravilha, mas este ano recorrente conseguiu suplantar...

    Sem dúvida que este foi o ano que mais me desafiou a enfrentar a minha ansiedade, a minha agorafobia, fui obrigado pela vida, como se tivesse sido jogado numa arena repleta de leões e depois dissessem "agora desenrasca-te!" e fui-me desenrascando, superando cada obstáculo, tornando-me cada vez mais capaz, corajoso, independente, conquistando coisas que queria e desbravando todos os caminhos sozinho.


    E é aí que reina a questão, poderia ter sido tudo só superação se não tivesse sido feito em cima de um grande sofrimento, os momentos maus superaram os positivos, foi o ano que mais me senti sozinho, tive que enfrentar tudo, sofri muito e tive que ir buscar forças, sabe-se lá onde para aguentar cada dia, foi mesmo viver um dia de cada vez sem saber se ia aguentar toda a pressão que a minha cabeça sentia... Por vezes colocar um piloto automático, outras vezes não conseguir e ir-me abaixo, desiludi-me, chorei muito este ano... Bati no fundo do poço várias vezes e sinceramente não sei como consegui aguentar cada embate, porque foi duro, continua a ser duro... 2019 não vai dar nenhuma abevia até ao último dia...

    Assim, 2019 não vai deixar saudades nenhumas... Só quero que acabe! E que o ano que se segue me torne uma pessoa cada vez mais independente, que a minha força nunca se acabe e que consiga superar tudo, os bons momentos superem os menos bons. Tenho que me colocar em primeiro lugar umas 10 vezes antes de pensar em qualquer outra pessoa, deixar de sacrificar a minha vida e planos por outros, exigir o respeito dos outros e ir atrás dos meus planos, projectos, conteúdos, nem que o tenha que fazer sozinho. Ser mais eu, por mim.

    Adorava estar cheio de esperanças num ano novo, mas sinceramente já não espero nada... O que só desejo é que não seja tão mau quanto este e vou fazer por isso.

    Esta é a minha última publicação do ano... Não vou fazer os balanços que costumo fazer porque estou mesmo sem espírito.

Desejo-vos do fundo do coração,
um 2020 repleto de felicidade.
Tiago Marques


    Hoje a publicação vai ser diferente, em tom de desabafo, quando criei o blog ainda não se falava dessa tal coisa de ser “influencer”, mas foi com esse objectivo de influenciar  as pessoas com as minhas publicações que o criei, seja a ver um filme, ir a um determinado restaurante, ler um livro, seguir uma receita, ver uma peça... Os meus blogs anteriores tinham sido mais pessoais, mais do género diários e acabei por me cansar de expor-me tanto.

    Não dá para continuar a fingir que estou bem, continuar a fazer publicações como se tudo na minha vida fosse cor-de-rosa, não, não está tudo bem e essa é a razão para não estar tão activo no meu blog e no blog dos outros, desculpem-me... Estou a passar talvez por um dos momentos mais difíceis da minha vida, sem me querer alongar muito sobre esse assunto, estou a lidar com uma perda, perda de uma vida que tive e aprender a tentar viver uma nova. Sai da cidade onde estava, temporariamente ou não, a verdade é que agora não tenho tanto material para criar conteúdo para o blog e sinceramente não tenho tido vontade nenhuma, tenho-me obrigado a não desistir deste meu cantinho que tanto trabalho me deu a construir e que só me trouxe coisas boas. Pouco a pouco espero voltar a uma normalidade.
    É difícil estar perto dos 30 anos e deixar de acreditar em contos de fadas, acho que continuava a manter uma certa inocência e uma capacidade de sonhar que infelizmente só me trouxe dissabores, foi altura de colocar os pés na terra e de encarar a realidade.
    Nestes últimos dois meses tenho passado por dias de puro tormento, agonia, desespero, depressão, solidão, desilusão... bati no fundo do poço, acho que nunca tinha batido tão fundo na minha vida, achei sinceramente que desta vez não ia conseguir sair.
    Esta fase ainda não acabou... e não sei quando ou se algum dia irá caminhar na direcção certa, mas saio disto tudo com uma certeza e uma força sobrenatural de agarrar a vida, de fazer diferente... Ser diferente, aprender com os erros que cometi para comigo mesmo.


    É quase filosófico (e talvez um pouquinho cliché) isto de “voltar às raízes” mas a verdade é que acho que precisava de voltar à minha aldeia, voltar ao sítio onde fui verdadeiramente feliz... Sempre que penso em momentos felizes na minha infância, as minhas memórias levam-me sempre para aldeia que me viu crescer e voltar a andar de bicicleta foi juntar o útil ao agradável, já não andava há uns 10 anos e foi tão bom sentir o vento sobre o rosto, a liberdade, a felicidade do que é simples, do imediato, da urgência de sentir-me "eu" por inteiro...

    Perdoem-me pela publicação menos feliz, mas cansei-me de fingir que está tudo bem, de colocar um falso sorriso no rosto, de escrever como se a minha vida estivesse maravilhosa... Não está. Quando fiz a publicação a assumir a minha identidade, também prometi a mim mesmo que traria futuramente publicações mais pessoais, mais intimistas... ser mais eu, dar mais de mim... As próximas serão melhores, prometo, porque acho que estes espaços também servem para dar um pouco de cor-de-rosa à vida das pessoas, trazer alento, ânimo, aconchego, distracção... Mas desta vez precisava de extravasar as minhas emoções, mostrar a realidade e passar a mensagem para quem está a passar por algo semelhante, que não estão sozinhas e que por mais negras que as coisas aparentem estar, haverá com toda a certeza, dias melhores, aguentem os dias, agarrem-se a qualquer ponto positivo por mais que ele aparente não existir ou parece tão pequeno, vocês valem a pena, são merecedores.


Espero que tenham uma boa semana!
   Tudo o que sei sobre o meu bisavô foi-me contado por familiares e pessoas próximas ao longo dos anos, achava sinceramente que na minha cabeça ele tinha sido mais que o retrato que pintaram dele, senti que nunca ninguém se dignou a conhecê-lo verdadeiramente, ninguém parou para escutar as suas histórias de vida, foram-me passadas apenas pequenas histórias já da sua velhice e ficou sempre a curiosidade de saber quem foi, o que ele fez, se viveu um grande amor...
   Ele faleceu quando eu tinha cinco anos e durante alguns anos recordava-me bastante do rosto dele, mas com o passar do tempo a imagem foi-se desvanecendo e hoje restam-me apenas as primeiras e últimas memórias que tenho dele, lembro-me do cabelo branco, de estar muitas vezes ao colo dele o que trazia-me uma certa tranquilidade, lembro-me de ver o cachimbo e ficar fascinado com esse objecto sem saber claramente para o que servia e recordo-me do cheiro dos cozinhados da minha avó sobretudo quando fazia um dos pratos preferidos dele e que eu também adoro, favas com chouriço, alho francês e batata.
   Durante muitos anos a minha avó criou a bonita ideia na minha cabeça que ele era o meu anjo da guarda e que estava no céu a proteger-me, todos os anos levava-me ao cemitério para zelar a campa dele, levando um arranjo de flores que eu ajudava-a a fazer e poucas foram as vezes ou os locais que transmitiram-me tanta paz como aquele.

Miss Margot



Estranho-te. Renego-te. 
Temo não conseguir olhar-te com bons olhos uma vez mais.
Conviver contigo agoniza-me.
A minha boca não resiste e a minha força não persiste.
São momentos, escassos momentos de destemor.
Quero-te de volta, não o agora, o que outrora foi meu.
Tocar-te, sentir-te meu, sentir-me eu.
Conheço-te, mas não te reconheço.
Vejo-te confinado com ânsias de ser libertado.
O medo invade-te e impede-te. 
Um dia amo-te. Nesse dia serás tu. 
Espero-te.

- Miss Margot

 


   As passadas nas ruas, os burburinhos das conversas, os pingos da chuva e eu passo invisível caminhando pela calçada acompanhada do meu chapéu de chuva, de olhos postos no chão, a pensar na vida e em como tudo podia ser diferente. Serei eu capaz de algum dia caminhar confiante, serena e de felicidade plena marcada no meu rosto?
   Ao meu redor vejo gente, mas impera o silêncio, consigo perceber que pronunciam palavras através dos seus lábios mas eu estou distante daqui, distante de mim mesma. Atravesso caminhos sinuosos esperançosa que um dia possa chegar a um bom porto, enquanto isso continuo pé ante pé acreditando que as feridas possam sarar, o sol possa brilhar e que a chuva traga vida nova repleta de algo bom. Um dia, um dia.

- Miss Margot


   


   Queria que reparasses em mim, nos pequenos pormenores, apesar de nem te aperceberes, nenhum é deixado ao acaso. Se pudesses pelo menos saber o que estou a sentir ou a pensar, pudesses tu sentir a falta que me fazes. Olho para ti mas tu estás só de corpo presente, tens o olhar perdido e vago, estás a um metro de distância mas parecem quilómetros, não sinto o teu calor, nem os teus braços envolvidos no meu corpo. Penso no antes e como desejava que voltássemos no tempo onde eu tinha sempre os teus olhos ternos postos em mim...



- Miss Margot
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Tiago Cripton Marques
Lisboa | Portugal
Fashion Designer / Couturier
Foodie | Book lover
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Mrs. Margot foi uma personagem fictícia criada para este blogue, inspirada no papel do Robin Williams no filme Mrs. Doubtfire.

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