Mrs. Margot
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    "Sorrisos Quebrados" da autora Sofia Silva era um livro que eu já queria ler há muito tempo, desde que o vi lançado no Brasil apaixonei-me de imediato por esta capa e não só fiquei feliz por terem-no publicado em Portugal, como adorei que tivessem mantido a capa, é um livro que acho que se pode catalogar no género "new adult", um romance, um drama... uma história que podia ser real.


Título: Sorrisos Quebrados
Autor(a): Sofia Silva
Nº de Páginas: 256
Lançamento: 05/2018
Editora: Editorial Presença

Sinopse:
    Mais de 1 milhão de leituras na plataforma online Wattpad em apenas 1 ano Paola está num momento chave da sua vida. Vai ter de decidir se quer continuar a viver ou se vai deixar-se morrer às mãos do homem por quem um dia se apaixonou e com quem veio a casar. Como foi possível que aquele homem bem parecido, poderoso e deslumbrante se tornasse no monstro que a está a destruir? Mas Paola decide viver.

    E, no mais improvável dos lugares, vai encontrar de novo a luz e descobrir que, afinal, é possível amar outra vez. Sorrisos Quebrados marca a estreia de Sofia Silva na escrita de ficção. Um romance sobre violência doméstica, abuso sexual e as segundas oportunidades que a vida por vezes reserva.
_________________________________________


    Esperava sinceramente um romance cor-de-rosa e de facto, este livro não correspondeu a essa realidade, o que me fez gostar ainda mais dele foi essa surpresa, é quase como se fosse um palácio em ruínas, uns vêem apenas destroços outros vêem a sua beleza.

    Esta é uma história de amor, nas suas mais diversas formas, começando naturalmente pelo amor próprio, o amor pelo outro, o amor pelos filhos, o amor pela vida. É uma história de coragem e superação, de transformar dor em vida. Este livro é um bom drama que preencheu todos os requisitos que gosto numa leitura e além disso está recheado de passagens tão bonitas, que dá vontade de espalhar essas citações.


"Passei a ter receio de respirar perto dele, ou parar de respirar nas mãos dele."

    A autora apresenta-nos as primeiras páginas deste livro como um verdadeiro murro no estômago e sem aviso prévio, entramos numa espiral de violência que culmina na quase morte de Paola, que fica desfigurada e com cicatrizes por todo o corpo, quando o seu marido tenta mata-la. Paola sofre de violência doméstica e no dia que ganha forças para fugir, quase foi o seu fim.


"Às vezes, encontramos conforto no lugar que um dia tememos."

    Paola está internada na Clínica há alguns anos por opção, passa os seus dias a pintar e um dia conhece Sol, um pequeno raio de luz, filha de André, um homem alto e robusto. Entre a pequena menina e Paola cresce um forte sentimento inexplicável, talvez pelas suas semelhanças, Sol foi magoada no passado e não consegue se relacionar com outras crianças, com outros adultos, excepto o seu pai e os seus avós.


"Às vezes, precisamos olhar para as pessoas com o coração e não com os olhos, pois só assim vemos quem realmente são."

    Há traumas difíceis de ultrapassar, há marcas difíceis de apagar, as físicas que Paola enverga são impossíveis de disfarçar e as emocionais, precisam de sarar pouco a pouco.
    A paixão entre ela e André é inevitável, mas existem questões que os impedem de construir uma relação, ela não consegue confiar que um homem não a vai magoar e ele não quer voltar a confiar numa mulher que quase lhe destrói a vida.

    É uma história que se lê num instante, por vezes difícil de encarar, sobretudo com temas tão pesados como a violência doméstica e o abuso infantil, mas é viciante, é bonita, tem analogias lindas, com momentos verdadeiramente irresistíveis, uma pitada de erotismo mas com muito bom gosto e os personagens são deliciosos, é fácil sentir uma enorme empatia por Paola e é muito fácil apaixonarmo-nos pelo querido André, aquele gigante com um coração meigo e protector.


"O universo pode ser um lugar escuro, mas basta uma estrela para o iluminar."

    Correspondeu a todas as minhas expectativas, gostei muito desta leitura e estou curioso para ler os próximos 3 volumes que a autora vai lançar desta série, segundo ela são leituras independentes mas que têm ligações entre eles e que o último explicará algo que mudará a visão de toda a série. 


"Juntos descobriremos que os sorrisos mais lindos estão escondidos nos rostos mais tristes."



Boas leituras! =) 

    A minha mais recente leitura, um dos livros que comprei recentemente em segunda mão, foi o "Doces Aromas" da autora francesa Agnès Desarthe, um romance dramático, com cheiros e sabores que nos transportam para Paris e para a cozinha do restaurante da personagem.
    Um livro que não é nada o que aparenta ser pela capa.


Título em Portugal: Doces Aromas
Título Original: Mangez-moi
Autor(a): Agnès Desarthe
Nº de Páginas: 196
Lançamento: 10/2009
Editora: ASA
Sinopse:
    Para os apreciadores de Chocolate, de Joanne Harris, e de Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel, Doces Aromas reserva os sabores e os odores imprescindíveis ao romance… e a uma boa mesa.

    Myriam é uma alma errante. Uma mulher contraditória cujo passado esconde memórias dolorosas e segredos inconfessáveis. Ela não faz a mínima ideia de como se gere um negócio quando decide abrir um restaurante num bairro calmo de Paris, mas, armada apenas com o seu amor pela culinária, está decidida a tentar. Inspirada pelos aromas e sabores de Paris, Myriam aposta tudo nesta nova aventura. Mal conseguindo pagar a renda, dorme às escondidas na sala de jantar enquanto tenta lidar com as recordações do passado e os sonhos que acalenta para o futuro. Mas, pouco a pouco, os seus pratos deliciosos atraem os vizinhos e Myriam apercebe-se de que pode ter-lhe sido dada uma segunda oportunidade na vida e no amor.

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    Este livro ensinou-me duas grandes lições, a primeira foi a não desistir do livro por mais arrastado e lento esteja a ser o seu início, confesso que estive quase a desistir, mas se o fizesse não iria perceber realmente do que trata o livro. A segunda, desengane-se quem como eu julga o livro pela capa, esta não é uma história chick-lit como aparenta ser, na verdade é um drama, a história de uma mulher que sofreu de depressão pós-parto, que a deixou num estado de profunda dormência, sem conseguir amar e cometeu erros graves.
  
    Esta é a historia de Myriam, uma mulher que nunca foi feliz, que nunca sentiu a capacidade de amar, nem de se sentir amada.
    Ao longo da trama ao mesmo tempo que a autora nos dá a conhecer as dificuldades actuais de Myriam de abrir o seu pequeno espaço de restauração, sem saber como gerir um negócio, com o dinheiro contado, dívidas acumuladas, sem clientes de início, vai nos desvendando o passado que a levou até ali, cometeu alguns erros mas um deles foi muito grave, o que a levou a viver na rua, ser cozinheira num circo e agora estar arriscar a abrir o seu pequeno restaurante (onde vive também). 

    A narrativa do livro é muitas vezes lenta, arrastada, com demasiadas “palavras caras” e muita divagação (descreve uma cena durante páginas que podia fazê-la perfeitamente numa única), facto esse que eu quero acreditar que foi propositado devido às suas questões mentais e ao facto de ser uma leitora, guarda consigo uma pequena colecção de clássicos.
    Não foi uma leitura fácil, mas teve vários momentos que eu gostei, sobretudo quando apareceu a personagem Ben na vida de Myriam, eu tornou o livro bem mais dinâmico, pela personalidade única e misteriosa deste rapaz e posso dizer que gostei muito do final, apesar de ter sido um pouco apressado (aqui a autora bem que podia ter feito o inverso, não resumir tudo a uma ou duas páginas), mas apesar disso foi um fim bem decente para esta história.


Boas leituras! =)

   Há descobertas que fazem todo o sentido como se fosse colocado no nosso caminho com um propósito. Adoro este tipo de filmes que são pouco conhecidos e no entanto conseguem ser mil vezes melhores que os blockbusters ou até mesmo que os nomeados a certos prémios bem conhecidos.
   É o caso de You're Not You soube do filme porque costumo estar atenta aos filmes em que entram actrizes de que eu gosto muito, como se já não bastasse ser um excelente filme também descobri que é baseado num livro com o mesmo nome da autora Michelle Wildgen.


   Este filme é estrelado pela grande Hilary Swank que está perfeita no papel, com uma expressão corporal de se tirar o chapéu e uma representação digna de um óscar, nós conseguimos sentir o que a sua personagem sente, excelentemente acompanhada pela actriz Emmy Rossum que parece ter sido escolha mais do que acertada para contracenar com Hilary.
   Kate (Hilary) é uma pianista e descobre que sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica, em conjunto com o seu marido Evan (Josh Duhamel) decidem contratar alguém para cuidar de Kate, aí surge Bec (Emmy) uma estudante sem experiência, promiscua, artista falhada e sem rumo na vida e começa uma relação que não vai deixar ninguém indiferente e que promete fazer-nos sentir.
   Um drama com os timmings certos, com a carga emocional perfeita, levou-me às lágrimas por toda a sua intensidade, um filme que preenche-me todas as medidas e que para mim de 0 a 10, vale 10!

Recomendo, vale muito a pena e preparem os lenços de papel.
Miss Margot
   As Namoradas do Meu Marido é um livro de Bridget Asher, pseudónimo da autora Julianna Bagott e promete um tempo bem passado na sua companhia.

   Este livro traz-nos a história de Lucy que descobriu que o seu marido a traía, teve pelo menos 3 casos enquanto esteve com ela e acabou por sair de casa.
   Artie, o seu marido está doente, uma doença terminal e não lhe resta muito tempo de vida, ainda magoada e revoltada, Lucy volta a casa com o objectivo de acompanhar Artie na sua última caminhada e tratar de toda a burocracia.
   Os sentimentos de Lucy ainda estão à flor da pele e decide que é hora de dar uma lição a Artie, liga para todas as namoradas, amantes e casos de Artie que ficaram mal resolvidos para ele perceber o quanto as suas traições magoaram cada uma delas. E aí começa uma aventura onde trava uma amizade com Elspa e Eleanor, duas mulheres na vida de Artie e de gerações diferentes, Elspa na casa dos 20, Lucy nos 30 e Eleanor nos quase 50, a juntar-se a este grupo temos a mãe de Lucy e o seu cão Bogie que usa umas cuecas sempre a combinar com a roupa da dona, porque tem um pénis muito grande que se arrasta pelo chão.
   Estas mulheres fazem uma planificação de horário para receber cada uma das mulheres de Artie.
   E mais tarde acaba por aparecer John, um filho que Artie sempre escondeu e que o acompanhou de longe, filho esse da mesma idade de Lucy.
   E se de repente no meio de um turbilhão de sentimentos e no leito de morte de Artie, Lucy acabar por se apaixonar?
   Um livro muito leve, com muito humor, uma pitada de drama e um romance onde mostra o amor nas suas mais diversas vertentes, uma história que nos faz reflectir sobre a vida, o perdão, as relações e a nossa força.  
   Foi uma boa surpresa, é uma leitura em que passamos um bom tempo, eu li em duas noites e apesar de adorar livros com temas pesados e cheios de drama, por vezes sabe bem ler um livro destes leve, que nos arranque um sorriso.

 Recomendo!
Miss Margot 
Ontem foi dia de ir ao cinema ver um filme que preenche as minhas medidas, do meu género preferido, o drama.

Jennifer Aniston é a actriz principal que interpreta Claire uma mulher que sofre de dor crónica; física como é evidente pelas suas cicatrizes, a forma como anda com a dor, como tem que andar deitada no carro e viciada em analgésicos que muitas vezes são acompanhados com álcool; emocional devido a um trágico acidente em que perdeu o filho, Claire está numa depressão que junta ao seu "cocktail" de medicamentos os antidepressivos.
Essa dor fez com que ela se isolasse e afastasse da vida dela o marido, os amigos e por fim o grupo de apoio de do crónica, após um membro desse grupo (Nina) ter cometido suicídio, Claire fica obcecada e tenta encontrar respostas às suas perguntas, tentando ela mesma o suicídio algumas vezes.

O filme revela o flagelo que é a depressão, uma das maiores causas de morte no mundo segundo a organização mundial de saúde, as pessoas por vezes não dão a devida importância a este assunto e não percebem o profundo sofrimento que leva muitas pessoas a colocar o fim à sua própria vida.

Uma interpretação maravilhosa Jennifer Aniston prova que é uma actriz versátil, não só uma excelente actriz de comédia como também uma excelente actriz dramática. E apesar da temática um pouco pesada, existe uma mensagem de esperança.






















O momento mais marcante para mim é quando ela fica frente a frente com o homem responsável pelo acidente.

Aconselho, vale a pena!
Miss Margot
Já referi aqui o meu interesse por psicologia sobretudo psicologia do comportamento infanto-juvenil e encontrei neste livro da Casey Watson diversos factores que estudei e foi um caso que envolveu-me desde a primeira à última página, dilacerando-me por vezes.

  • A história fala sobre Justin que aos cinco anos idade foi institucionalizado depois de ter sido abandonado pela mãe em casa com os seus dois irmãos mais novos e de ter incendiado a casa, seis anos mais tarde depois de vinte colocações falhadas em famílias de acolhimento chega a casa de Casey e do seu marido Mike, Mas por trás de tudo isto existe pormenores que vão sendo descobertos aos poucos e que são verdadeiramente chocantes. 

É um livro que temos que o ler desprovidos de qualquer julgamento, não podemos julgar as atitudes de Justin sem perceber o seu duro passado, um menino que cresceu sem amor e que sofreu diversos tipos de agressões físicas e sobretudo psicológicas, também não podemos julgar Casey uma mãe de acolhimento que tenta por diversas vias ajudar aquela criança e tenta não desistir por mais difícil que seja o seu trabalho, é errando que se aprende.
Aqui levanta-se várias questões, o ser mãe, os direitos das crianças, a fraca assistência social e muito pouco funcional por vezes, os traumas e ausência de amor.
Para mim foi muito duro ler este livro, por identificar-me com alguns pormenores da história, não consegui julgar nenhuma das partes e pude perceber toda a complexidade dos problemas e das emoções, chorei... chorei muito. O que leva alguém a maltratar e a destruir a infância de uma criança? Quão sofrimento pode uma criança aguentar? Conseguirá alguma vez superar os seus traumas?
Adoro livros que me provoquem alguma emoção, seja para me fazer rir ou chorar, gosto do género drama e de factos reais por isso só posso dizer que gostei muito desta história e ficou na lista de livros favoritos.


Miss Margot



Ano: 2014

   Fui ao cinema recentemente, coisa que nem tem acontecido muito, acho que ando com pouca paciência para estar numa sala a ouvir pessoas a falar, a estarem ao telemóvel e outros ruídos, mas este era daqueles filmes que merecia, primeiro pelo elenco porque sou fã do trabalho de Meryl Streep que está sempre bem em qualquer papel e este não foi excepção, ela está divina, gosto muito da Emily Blunt é muito carismática e faz um papel com muito humor; acho Anna Kendric uma actriz com futuro promissor e neste filme prova todo o seu talento, uma pequena participação do grande Johnny Depp que é sempre bom de ver e também uma excelente interpretação do actor James Corden que já me tinha surpreendido no filme "One Chance" de 2013 e agora esteve muito bem num dos papéis principais.
  Um musical divertido, com um ligeiro drama e os contos de fadas talvez não como nós os conhecemos, porque nem sempre há um final feliz. Eu adorei. 

Miss Margot



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Mrs. Margot foi uma personagem fictícia criada para este blogue, inspirada no papel do Robin Williams no filme Mrs. Doubtfire.

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